Modernização da Central Eléctrica do Hospital de Santa Maria

O Eng.º Durão de Carvalho, Coordenador do Serviço de Instalações e Equipamentos, deixou-nos uma pormenorizada explicação sobre a modernização da Central Eléctrica do Hospital de Santa Maria

A Direcção Geral de Instalações e Equipamentos de Saúde (DGIES), por solicitação do Hospital de Santa Maria, lançou um projecto de remodelação do Posto de Transformação do Hospital.
As obras, adjudicadas à Siemens, sob acompanhamento técnico do Serviço de Conservação, Instalações e Equipamentos, (SCIE), tiveram início em Janeiro de 2004, com a substituição dos cabos de média tensão e a construção de um posto de entrega de energia.
Em 2005 foi iniciada a remodelação do Posto de Transformação, trabalhos que consistiram na substituição do quadro de média tensão; do quadro geral de baixa tensão e dos transformadores.
A execução de uma operação desta envergadura com o Hospital em pleno funcionamento, para além de extremamente delicada, envolveu sérios riscos. Foi, por isso, uma intervenção planeada com grande cuidado pelos respectivos intervenientes: DGIES, SCIE e Siemens.
No desenvolvimento da obra em causa, foi necessário proceder a diversos cortes programados do fornecimento de energia, que, nos últimos tempos, têm de algum modo perturbado o funcionamento dos serviços. Para esclarecimento da necessidade dos referidos cortes de energia, ouvimos o Eng.º Durão Carvalho, Coordenador do Serviço de Conservação, Instalações e Equipamentos, que nos explicou: «O Hospital está dividido em cinco zonas de alimentação eléctrica, cada uma das quais é alimentada por dois transformadores, por equipamentos de protecção e corte instalados no quadro de média tensão e no quadro geral de baixa tensão e ainda por uma rede de distribuição assente em barras de cobre (barramentos).» E pormenorizou: «A substituição de cada grupo de dois transformadores e do respectivo equipamento de protecção e corte, só pode fazer-se com ausência de tensão eléctrica. Por essa razão, cada grupo a substituir é temporariamente isolado e a respectiva zona do Hospital é alimentada por outro conjunto de equipamentos».
Ainda de acordo com o Eng.º Durão Carvalho, anotámos que «...para desligar a alimentação de uma zona e transferi-la para outra, é necessário cortar a energia eléctrica durante períodos de algumas horas. Efectuada esta transferência de alimentação eléctrica procede-se à substituição dos equipamentos, transformadores e disjuntores, agora fora de serviço. Posteriormente, para colocação em serviço dos novos equipamentos, é necessária nova interrupção de energia no respectivo barramento».
Com a explicação deixada, concluímos que para a substituição de todo o equipamento do posto de transformação foram efectuados sucessivos cortes de energia eléctrica. Ora, em face da delicadeza e dimensão da obra, foi decidida a sua execução de forma faseada, na perspectiva de minimizar os transtornos provocados pelos cortes de energia, com recurso aos habituais períodos de três a quatro horas utilizados por rotina nas operações de conservação do sistema eléctrico do Hospital.
Estas operações, devidamente planeadas, têm decorrido conforme o previsto, exceptuando-se uma das intervenções, que se prolongou por algumas horas para além do previsto, por defeito num equipamento de protecção.


Texto de: Carlos Gamito

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