Remodelação da UCIGEH

Actualização: Julho 2008

O Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia, tem vindo a sofrer, ao longo dos últimos anos, várias alterações e remodelações ao nível das suas infra-estruturas, bem como alterações nas formas de trabalhar, que em muito vieram beneficiar a eficácia na prestação de cuidados de saúde e das quais destacamos:

  • Remodelação da Unidade de Hepatologia e da UCIGEH, esta transformada numa Unidade de Cuidados Intensivos, que, através do aumento do número de camas e de equipamentos, veio permitir um crescimento significativo no tratamento de doentes.

Estas remodelações, pelas melhorias trazidas em matéria de condições de trabalho, foram objecto de reconhecimento por parte de todos os profissionais que exercem no Serviço.


Já entrou em funcionamento a parte do Serviço de Gastroenterologia (sector de Hepatologia) e a Unidade de Cuidados Especiais de Gastroenterologia e Hepatologia (UCIGEH), que sofreram recentemente obras de reestruturação.

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As obras realizadas tiveram um âmbito estrutural, completo: das canalizações à electricidade, das casas de banho aos quartos e salas de trabalho, permitindo a implementação de ar-condicionado (até então inexistente), vídeo-vigilância dos corredores e entrada, música ambiente, ou até um quadro eléctrico que permite à enfermagem, durante a noite e sem o incómodo dos toques constantes, monitorizar as chamadas de ajuda dos pacientes.

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Pensadas e executadas de forma a possibilitarem um redimensionamento e uma redistribuição da estrutura do Serviço, agora mais racional e adaptada às necessidades presentes: as enfermarias (com menor número de camas cada uma), a sala de enfermagem, numa posição central e com uma parede de vidro para o interior do Serviço, uma sala de tratamentos ampliada, salas de apoio mais funcionais e equipadas, uma nova farmácia (com o sistema Kanban), ou ainda a copa e a sala de refeições em salas contíguas.

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Paralelamente às novas instalações, foram igualmente adquiridas novas camas, novos monitores e um aparelho de gasimetria, estando prevista para breve a chegada do restante equipamento solicitado, que contribuirá definitivamente para aumentar a qualidade e a celeridade da resposta deste Serviço às solicitações quotidianas.

Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia do HSM: visão actual e perspectivas futuras

Profª. Doutora Estela Monteiro, Directora do Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia do Hospital de Santa Maria

O Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia do Hospital de Santa Maria, criado no ano de 2003, encerra um historial que explica os quês e os porquês que estiveram na raiz da sua autonomização só passados praticamente cinquenta anos após a fundação do próprio Hospital.
A Profª. Doutora Estela Monteiro, Directora do Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia do Hospital de Santa Maria – cargo que ocupa desde Janeiro do corrente ano (2007) – concedeu-nos esta documentativa entrevista onde, para além de um longo e cuidado olhar sobre o Serviço que dirige, também se debruçou sobre o actual estado da Gastrenterologia e da Hepatologia.
Mas antes do “Estado da Arte”, vamos conhecer as razões que estiveram na base da criação do Serviço de Gastrenterologia só passados cinquenta anos após a fundação do Hospital de Santa Maria.
«Com o histórico 25 de Abril de 1974, foram criados vários Serviços Médicos no Hospital, contando-se de entre eles o Serviço de Gastrenterologia. Como na altura existiam vários médicos gastrenterologistas distribuídos pelos mais diversos Serviços, recordo-me, por exemplo, que na Cardiologia trabalhava um especialista em Gastrenterologia, pensou-se criar um Departamento de Gastrenterologia e individualizar também outros Departamentos. Esta medida visava juntar nesses mesmos Departamentos os vários especialistas, agregando assim recursos humanos e equipamentos que estavam subaproveitados, sendo esta a forma mais lógica de trabalhar e que traria os naturais benefícios não só para os doentes, como para nós, profissionais». E a Profª. Doutora Estela Monteiro, com uma objectividade que se mostrou peculiar ao longo de toda a entrevista, afirmou: «Como imaginará, eu, enquanto médica gastrenterologista, na eventualidade de me parecer importante trocar alguma impressão com um colega, será mais fácil fazê-lo se estivermos juntos. Nesta perspectiva, em 1974 foi criado o Departamento de Gastrenterologia, mas, com os acontecimentos do 25 de Novembro de 1976, entenderam que a integração de todos os gastrenterologistas e de outros especialistas em vários Departamentos, era uma medida de esquerda, e então resolveram acabar com tudo o que tinha sido feito. Voltaram a criar a Medicina III, a Medicina II e a Medicina I, que correspondiam à Propedêutica Médica, à Patologia Médica e à Clínica Médica, disciplinas da Faculdade onde fomos de novo integrados. Imagine que passados todos estes anos, só em 2003 é que perceberam que talvez fosse importante voltar a juntar as pessoas que trabalham na mesma área, e foi só nessa altura que criaram o Serviço de Gastrenterologia com os seus vários Departamentos».

Autonomização do Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia

A “recriação” (em 2003) do Serviço de Gastrenterologia no Hospital de Santa Maria não mereceria tanto destaque não fora algumas observações deixadas pela Professora Estela Monteiro: «Os Serviços de Medicina I e II estavam integrados num grande Departamento – não existia já a Medicina III – e na altura, o Professor Miguel Carneiro de Moura era o Director do Serviço de Medicina II. Com o projecto da criação do Serviço de Gastrenterologia, perguntaram ao Professor se queria continuar como Director da Medicina II ou se preferia a Direcção da Gastrenterologia. O Professor Carneiro de Moura, apesar de saber que o Serviço de Gastrenterologia seria um Serviço mais pequeno, logo com menos “visibilidade”, foi inteligente e optou pela Direcção da Gastrenterologia». E sustentou: «Os portugueses entendem que os Serviços valem pelo seu número de camas, mas eu defendo que os Serviços valem pela Medicina que neles se pratica. Um Serviço com cem camas não tem que ser necessariamente melhor que um Serviço de trinta, mas essas considerações valem o que valem».

As valências do Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia

O Departamento de Gastrenterologia, criado no ano de 1974, foi suprimido com os acontecimentos do 25 de Novembro de 1976. A agregação de profissionais da mesma especialidade num único Departamento apresentava-se como uma medida de esquerda (em termos políticos)

Olhando à composição do Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia, disse-nos a sua Directora: «O Serviço é constituído por quatro Unidades Clínicas: a UCIG EH – Unidade de Cuidados Intensivos de Gastrenterologia e Hepatologia, que conta com cinco camas, onde estão os doentes muitíssimo graves. A dirigir esta Unidade está a Dra. Paula Alexandrino, uma médica especialista com profundos conhecimentos e muita prática.
Devo dizer-lhe que esta Unidade é, na minha opinião, a que melhor desempenho apresenta dentro da Gastrenterologia, no entanto, sob o ponto de vista económico, reconheço ser uma fonte de despesa para o Hospital, mas como lhe disse, é lá que estão os doentes mais graves, e os medicamentos utilizados são os mais caros, principalmente os antibióticos. Depois há uma Unidade de Cuidados Intermédios, com duas camas».
«Temos também a Unidade de Hepatologia, desenvolvida e dirigida pelo Professor Fernando Ramalho, onde são internados preferencialmente os doentes de Hepatologia.
Esta Unidade dispõe de duas salas com oito camas».
«Depois temos um sector de Gastrenterologia, com vinte e duas camas, e que está dividido em duas unidades, dirigidas respectivamente pela Professora Fátima Serejo e pela Professora Helena Cortês Pinto. Mas o sector da Gastrenterologia também tem muitos doentes de Hepatologia. E porquê? Há uns anos, eu e a Professora Helena Cortês Pinto fizemos um estudo a partir de dados fornecidos pelo IGIF e concluímos que do número de doentes do foro da Gastrenterologia internados nos hospitais portugueses, cerca de dois terços eram de hepatologia, e setenta e seis por cento dessas patologias estavam directamente relacionadas com o consumo de bebidas alcoólicas. Isto para lhe dizer que havendo vagas na Gastrenterologia, não faz sentido recorrer à utilização de macas para internar doentes na Hepatologia. O Serviço é só um».
E a Professora Estela Monteiro continuou: «Paralelamente a estes sectores clínicos e de internamento, dispomos ainda de uma Unidade de Técnicas de Gastrenterologia de que é responsável o Professor José Velosa. Nesta Unidade de Técnicas de Gastrenterologia estão contemplados vários exames endoscópicos de diagnóstico e terapêutica. Para o estudo do intestino delgado utilizamos a cápsula endoscópica. Já iniciámos a ecoendoscopia diagnóstica e terapêutica. Na nossa Unidade de Técnicas fazemos o liver scann, que em algumas situações pode evitar a biopsia hepática. As técnicas para o estudo do refluxo gastro-esofágico estão a ser implementadas, aguardando-se a instalação do equipamento para a impedância. Esta unidade está em franco desenvolvimento. Fazemos a maioria das técnicas mais modernas, o que me leva a dizerlhe que a seu tempo ficará uma das mais avançadas Unidades de Técnicas de Gastrenterologia do País».
Informamos que as consultas externas estão actualmente a funcionar entre as oito e as dezassete horas de segunda a sexta-feira.
Instada sobre se existem listas de espera para consulta, a Professora Estela Monteiro foi clara na resposta: «Francamente que nunca percebi muito bem o que se passa com as listas de espera. Damos apoio a seis Centros de Saúde, e não consigo entender que hajam Centros sem listas de espera, e outros com três e quatro meses de espera. Não consigo entender. Dizem-me que as administrativas que atendem os doentes nos Centros de Saúde estão habilitadas e que têm formação para as inscrições, mas não entendo esses desfasamentos. Seja como for, estou a pensar enviar cinco profissionais por mês a cada Centro de Saúde para procederem a uma espécie de triagem, e desta forma estou convencida que vamos solucionar as listas de espera para consulta».
Uma das patologias do foro da Gastrenterologia sobejamente conhecida é a úlcera gástrica. Segundo a Professora Estela Monteiro, durante décadas consecutivas pensavase que as úlceras eram provocadas apenas pelo ácido ou por anti-inflamatórios, até que em 1983, os Drs. Warren e Marshall, australianos, Prémios Nobel da Medicina em 2005, identificaram uma bactéria denominada Helicobacter pylori, que se provou ser um dos agentes mais importante causador das gastrites e das úlceras do estômago e do duodeno, fazendo-se hoje a erradicação da doença com a toma de dois antibióticos e um medicamento inibidor do ácido clorídrico.

A Professora Doutora Estela Monteiro integrou a equipa querealizou o primeiro transplante hepático em Portugal

A Directora do Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia do HSM utilizou palavras firmes para salientar o trabalho que está a ser desenvolvido pelo actual Conselho de Administração do Hospital de Santa Maria

Como em todas as especialidades da Medicina, também a Gastrenterologia tem, nos últimos dez anos, conhecido avanços muito expressivos em todas as suas áreas de intervenção, e um desses avanços foi-nos referido pela Professora Estela Monteiro: «Foi em Setembro de 1992 que se realizou o primeiro transplante de fígado em Portugal. E faço referência a este facto porque por essa data fui convidada para trabalhar no Hospital Curry Cabral, onde formei uma equipa de hepatologistas para iniciarmos o transplante hepático no País. Inicialmente fazíamos poucos transplantes, mas para que tenha uma ideia da evolução, este mês, e estamos a 27 de Novembro de 2007, já realizámos dezasseis transplantes. O Hospital Curry Cabral é actualmente o maior Centro de transplante hepático de Lisboa, o que me leva a lamentar que aqui no Hospital de Santa Maria se realize o transplante renal e não se faça o transplante de fígado. O que é que falta aqui em Santa Maria? Falta um cirurgião que faça o transplante hepático. É o fundamental. Hepatologistas temos nós aqui no Hospital».
Lembramos que o cirurgião que realizou o primeiro transplante hepático em Portugal foi o Prof. Doutor Rodrigues Pena.
Convirá aqui esclarecer que a Profª. Doutora Estela Monteiro ainda integra a equipa de transplantação hepática do Hospital Curry Cabral, mas a tempo parcial. Dispõe de duas tardes por semana para prestar a sua colaboração naquela instituição, mas segundo a própria Professora, «…a minha “casa” é aqui no Hospital de Santa Maria».

Finalmente um Conselho de Administração capaz de gerir eficazmente o Hospital de Santa Maria

Ainda antes de deixarmos os números que caracterizam a actividade do Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia do Hospital de Santa Maria, deixamos duas afirmações da Profª. Doutora Estela Monteiro que espelham o espírito desta Directora de Serviço: «Trabalhei durante vinte anos com o Professor José Pinto Correia que foi a pessoa que mais contribuiu para o desenvolvimento da Gastrenterologia em Portugal. Foi uma referência na minha carreira. Era um homem com uma capacidade visionária de excelência, e com base nesse alargado olhar do Professor, entendi agora criar um programa para os médicos internos que não se cinja só à realização de técnicas, isto à semelhança do que acontecia quando o Professor Pinto Correia foi Director do Serviço de Medicina II e do curto espaço de tempo que durou o Serviço de Gastrenterologia (1974 a 1976). Um gastrenterologista não faz só técnicas. Um gastrenterologista deve investigar; um gastrenterologista deve estar numa Unidade de Cuidados Intensivos para tomar conhecimento dos procedimentos a ter perante um doente que esteja mal; um gastrenterologista deve estar numa Unidade de Hepatologia para entender as doenças mais difíceis do fígado; um gastrenterologista deve trabalhar numa enfermaria de Gastrenterologia geral, ou seja, quero desenvolver um programa que já está em curso desde o início do ano – que contempla a realização de acções de formação semanais – para depois chamar o Board Europeu de Gastrenterologia, Organismo que integrei durante dez anos, de modo a que o Serviço que agora dirijo tenha o o Diploma de Gastrenterologia Europeu e que os especialistas que nele trabalham também se possam candidatar ao título de Gastrenterologista Europeu. O Serviço de Gastrenterologia do Hospital de Santa Maria tem todas as condições para diplomar os seus médicos, só faltava mesmo um programa para internos».
Em cada palavra, em cada gesto, em cada frase, estava nitidamente imbuído o encanto e entusiasmo da Profª. Doutora Estela Monteiro, e senão atente-se a este fim de conversa: «Em consciência, penso que fui das médicas que mais dei de mim a este Serviço, e ultimamente já estava francamente desanimada. Desanimada porquê? Porque antes de vir para a presidência do Conselho de Administração o Dr. Adalberto Campos Fernandes, tinham estado várias Administrações no espaço de dois anos, e cada uma pior que a outra. Eram engenheiros sem qualquer experiência de gestão hospitalar, eu sei lá, só sei que eram pessoas que não tinham nada a ver com a área da saúde. O Dr. Adalberto Campos Fernandes é médico, especialista em Saúde Pública e também gestor. O actual Conselho de Administração é de facto uma equipa com provas dadas, com sensibilidade suficiente para dialogar com os médicos e capaz de gerir eficazmente este “mundo” que é o Hospital de Santa Maria».

Os números que deixamos consubstanciam a actividade do Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia do Hospital de Santa Maria

Os indicadores referentes ao ano de 2007 só contemplam o período até 31 de Outubro

As imagens mostram-nos os Departamentos que compõem o Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia do Hospital de Santa Maria

Unidade de Técnicas de Gastrenterologia






Internamento de Gastrenterologia e Hepatologia



Unidade de Cuidados Intensivos de Gastrenterologia e Hepatologia



Equipa de profissionais que trabalham nos vários Departamentos do Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia do Hospital de Santa Maria

Texto de: Carlos Gamito

UCIGEH

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A Unidade de Cuidados Intensivos de Gastroenterologia e Hepatologia, tem estado a passar por uma reforma estrutural, de modo a torná-la numa unidade moderna e funcional, adequada às novas exigências de qualidade na prestação dos cuidados de saúde.

Em conversa com a Dra. Paula Alexandrino, ficamos a saber um pouco mais sobre a vontade do Serviço de Gastroenterologia de aumentar a qualidade da assistência, garantindo tratamento seguro e humanizado a todos os utentes que procuram os seus serviços, assumindo-se como um centro de referência.

A Dra. Paula começou por fazer o ponto de situação em relação às obras afirmando: “Uma parte dos melhoramentos que é visível tem a ver com a modificação da estrutura da planta da antiga Unidade, que actualmente compreende duas salas, a sala 1, como é denominada, que é a sala mais ampla e que dispõe de cinco camas com a possibilidade de monitorização para todos os doentes e uma segunda sala, sala 2, que dispõe de duas camas, igualmente com possibilidade de um sistema de monitorização para os doentes.

Neste momento estão a funcionar seis camas, faltando apenas uma na sala 2. E esse compasso de espera tem a ver com o facto de aguardamos a entrega de um sistema de monitorização (cujo concurso já foi realizado) para essa sala, sistema esse que irá permitir a igualdade de cuidados a todos os doentes, uma vez que se tratam de doentes críticos e que necessitam de iguais cuidados de monitorização e vigilância.”


O investimento em novos equipamentos é também uma mostra visível da aposta da melhoria da qualidade, beneficiando os utentes e a prestação dos profissionais. Segundo as palavras da responsável da UCIGEH: “A Unidade tem vindo aos poucos a ser equipada com material que pedimos previamente para realizar intervenções específicas da nossa especialidade, como sejam a realização de endoscopia diagnóstica e terapêutica, quer com os aparelhos para a endoscopia do tubo digestivo alto quer os aparelhos do tubo digestivo baixo. Já nos foi entregue o aparelho de endoscopia baixa (faltando um de endoscopia alta), além de um aparelho que permite efectuar terapêutica térmica com árgon-plasma e electrocoagulação monopolar e bipolar.

Aguardamos ainda, como necessidade imperiosa, a vinda de uma máquina de desinfecção de endoscópios e de um armário específico para secar e armazenar esses mesmos endoscópios em condições de desinfecção que nos permita cumprir as normas conducentes às boas práticas e aos cuidados que neste momento são considerados eficazes na desinfecção dos aparelhos, ajudando assim a reduzir o risco de infecções cruzadas que se podem transmitir através das endoscopias. Isto é um assunto prioritário para nós, porque de facto, fazemos muita questão de poder cumprir rigorosamente as normas internacionais já convencionadas sobre estas matérias”
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A actividade desenvolvida da Unidade tem-se caracterizado por um grande dinamismo, tendo-nos sido dito que: “A nossa Unidade está neste momento, de facto, a funcionar praticamente em pleno, temos tido lotação esgotada, sempre com uma grande rotação de doentes. Doentes que nos chegam quer através do SUC quer através dos outros Serviços do Hospital, ou ainda dos hospitais cujas capacidades não são suficientes para fazer face a determinadas patologias.

O lado da inovação não está igualmente esquecido: “Estamos também em vias de implementar algumas inovações relativamente aos perfis analíticos que queremos implementar, aos critérios de internamento dos doentes e aos protocolos de actuação das diversas patologias. Temos também um conjunto de normas que são recomendações de uniformização de cuidados, obviamente adaptados a cada doente com determinada patologia ou com alguma especificidade particular.”

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A Unidade de Cuidados Intensivos de Gastrenterologia e Hepatologia (UCIGEH), bem como um dos sectores do Serviço de Gastrenterologia, que recentemente sofreram obras de remodelação, já se encontram em pleno funcionamento.
As intervenções verificaram-se em várias infra-estruturas, nomeadamente: canalizações; parte eléctrica; casas-de-banho; quartos, e salas de trabalho. Também foi instalado um sistema de ar-condicionado; vídeo-vigilância nas áreas de acesso, e instalação de música ambiente. Ainda na perspectiva de proporcionar sossego e comodidade, foi igualmente colocado um sistema eléctrico que monitoriza as chamadas dos doentes ao pessoal de enfermagem, substituindo e evitando os incómodos toques de campainha.
Com esta reestruturação, foi possível estabelecer acrescidas melhorias no Serviço, salientando-se, de entre estas, um menor número de camas por enfermaria, salas de apoio devidamente equipadas e uma nova farmácia que dispõe do sistema “kanban”.
A muito curto prazo ficarão concluídas todas as restantes intervenções na remodelada Unidade de Cuidados Intensivos de Gastrenterologia e Hepatologia do Hospital de Santa Maria.

Texto de: Carlos Gamito

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