Unidade Multidisciplinar de Dor

A Equipa de trabalho e as novas instalações da Unidade Multidisciplinar de Dor, situadas no Centro de Ambulatório do Piso 1, inauguradas em Janeiro de 2008

Sala Técnica e Recobro

Gabinetes e Sala de Espera

Sala de Enfermagem

Gabinete Médico

Unidade de Dor

Com a criação da nova Unidade de Dor do Hospital de Santa Maria foi dado mais um passo em direcção ao objectivo de melhorar qualitativamente a oferta da prestação de melhores cuidados de saúde para os cidadãos.

E, essa melhoria não se limita ao discurso. Tem-se vindo a projectar, programar e, mais do que isso, implementar as mudanças necessárias para que isso aconteça. E essa tem sido uma forte aposta do actual Conselho de Administração.

Com a construção desta nova Unidade dá-se continuidade ao projecto de tornar o HSM, num centro de referência nas mais variadíssimas áreas, assegurando sempre os correctos procedimentos no atendimento, observação e tratamento de doentes.

O Director do Serviço de Anestesiologia, Prof. Dr. Figueiredo Lima, falou-nos um pouco sobre esta matéria: «A história da Unidade de Dor, no Hospital de Santa Maria tem sido uma história complicada e que se vem arrastando desde 1985. Nessa altura, um grande mestre nosso, o Dr. Santos Pereira, já afirmava que por se tratar de uma inovação, o tratamento da dor crónica no seio da estrutura hospitalar tradicional, julgamos conveniente uma reflexão prévia sobre alguns pontos, de forma a conseguir-se o objectivo que é prestar-se um serviço útil à comunidade.»

Isto foi escrito em 1985 e, posteriormente, a Unidade de Dor foi utilizada como argumento político por uma antiga Ministra da Saúde. Em 1990 o Conselho de Administração deste Hospital, escrevia que: «Algumas das principais medidas propostas neste ano, estão já em realização no HSM, e outras, como a criação do Hospital de Dia, e a Clínica da Dor estão planeadas para final de 1990. Portanto, estamos a falar desde há 17 anos para cá e a situação foi-se arrastando.»

Quisemos saber um pouco mais sobre a actualidade desta área de tratamento da dor, e, de acordo com as palavras do Director do Serviço, «Neste momento temos uma Consulta de Dor Crónica que tem sido dinamizada, graças ao empenhamento de alguns anestesiologistas e de profissionais de enfermagem do Serviço. Apesar das deficientes condições de dignidade para observar e tratar doentes, durante o ano passado observaram-se na consulta 1667 doentes com dor crónica.»

Em termos de evolução futura, o panorama apresenta-se favorável: «Com esta nova Unidade esperamos - porque estão reunidas as condições para isso - evoluir no sentido de constituirmos novas metas: estabelecer relações com o exterior, nomeadamente com os Centros de Saúde - e até irmos nós próprios aos Centros de Saúde para dialogar e interagir com os colegas; Intervir na actividade assistencial de forma a ultrapassarmos a meta actual que se situa nos 1667 doentes e, diferenciarmo-nos, isto é, podermos ter acesso a outro tipo de técnicas, não só receitar medicamentos, mas também praticar técnicas, tais como os bloqueios nervosos, etc.
A Unidade de Dor Crónica, será, portanto um espaço médico pluridisciplinar, onde cada especialidade médica participará com o seu saber no alívio do sofrimento.


Torna-se evidente que um dos grandes objectivos é a aposta na educação como factor chave. Confirmando essa linha de pensamento, o Prof. Dr. Figueiredo Lima afirmou: «Sim, mas sobretudo pensamos fazer deste espaço um espaço de educação médica, que nós encaramos como um aspecto essencial: educação para os doentes, educação para os alunos de medicina, para os enfermeiros, para os médicos. Trata-se de uma área muito importante, diria fundamental.»

«Na actualidade, a área do tratamento da dor já não é moda, hoje é obrigatório prevenir-se e tratar a dor! E, era com uma certa incredulidade que nos víamos confrontados com a realidade de que o Hospital de Santa Maria, que sendo um Hospital Universitário tido como um dos maiores hospitais do país, devesse ser o único que até este momento não tinha uma Unidade de Dor. Esse facto foi por mim referido variadíssimas vezes, assim como por outras pessoas, vezes sem fim.»

Segundo o Director de Serviço de Anestesiologia o tempo é de mudança e, a concretização de uma realidade há muito tempo ansiada, torna-se visível, respondendo aos anseios dos profissionais e dos utentes. «E finalmente, com este Conselho de Administração conseguimos efectivamente responder a uma série de necessidades que se vinham arrastando há perto de 17 anos ou mais, nomeadamente o caso do Recobro, mas agora realmente vamos conseguir obter três objectivos prioritários: a criação da Unidade de Dor, a criação da Unidade de Cuidados Pós-Anestésicos e as novas instalações para o Serviço de Anestesia. Em relação ao último ponto, estamos na fase de conversações prévias, mas acho que vamos ter um bom Serviço de Anestesia a muito curto prazo, com novas instalações.»

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