Equipa de Gestão de Altas (EGA)

A Gestão de Altas é no fundo considerar o doente na comunidade, de tal maneira que exista uma continuidade no tratamento disponibilizado no ambiente intra hospitalar e o ambiente em que o doente está normalmente inserido. Nesse contexto, ele conta, não só, com a ajuda do médico de família mas também dos outros intervenientes na comunidade. No fundo, o que faz a EGA é integrar, da melhor forma, a parte hospitalar com a comunidade, de maneira que seja um todo contínuo e que o tratamento do doente seja realizado de uma forma única e integrada.

Há quanto tempo funciona a EGA?

Em Santa Maria funciona há cerca de um ano. Nós fomos dos primeiros a começar com a prestação deste tipo de cuidados.

Como têm reagido os utentes a essa complementaridade e a essa continuidade?

Têm reagido bastante bem. Os cuidados de saúde, não são apenas cuidados no tratamento da doença. Deveremos perspectivar de um ponto de vista humanista e compreender as várias vertentes do indivíduo. Assim, a função da EGA é facilitar e intensificar a comunicação com a comunidade no sentido de promover uma melhor integração do doente no seu meio com melhoria da sua qualidade de vida.
Ao melhoramos a qualidade de vida global do doente, permitimos a sua manutenção em ambulatório, com diminuição da sua necessidade de internamento, um facto que é sempre traumático na vida dos nossos doentes.

E ao nível das famílias? Elas estão sensibilizadas para depois fazerem a continuidade desses cuidados, acompanhando devidamente os seus familiares doentes?

Para as famílias é claramente importante ter um apoio, e elas compreendem perfeitamente e estão muito receptivas a esse aspecto.
O apoio que lhes é fornecido cria condições e oferece mecanismos que permitem optimizar o esforço das famílias, e permite que a qualidade dos tratamentos prestados aos seus doentes seja melhorada.

Ao fim deste ano, o balanço que faz é: “Neste momento é francamente positivo. Este primeiro ano foi um ano de experiência piloto, neste momento vamos começar com o novo modelo, com base na experiência passada e com as melhorias que a experiência permitiu optimizar. Mesmo com algumas limitações que a rede tenha, sobretudo na disponibilização de vagas e de locais de cuidados continuados, esta integração é francamente positiva.”