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O Prof. Doutor Afonso Fernandes, Director do Serviço de Anatomia Patológica, explicou pormenorizadamente a importância dos melhoramentos ora verificados no Serviço que dirige e há muito projectados, mas só agora realizados
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O Serviço de Anatomia Patológica do Hospital de Santa Maria – Centro Hospitalar Lisboa Norte, foi recentemente intervencionado com beneficiações nas suas infra-estruturas de modo a responder com mais celeridade aos milhares de pedidos de exames e, simultaneamente, oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais não só do próprio Serviço, como a todos – funcionários de outras Unidades e Utentes – que acorrem ao Serviço de Anatomia Patológica.
O Prof. Doutor Afonso Fernandes, Director do Serviço, cargo que ocupa desde Janeiro de 2005, comentou de forma objectiva as intervenções realizadas no Serviço: «Esta intervenção apresenta, acima de tudo, o grande mérito de corresponder a uma necessidade que eu diria que remonta à época da criação do Serviço, mas permita-me adiantar que não estamos perante nenhuma inovação. Estas alterações significam apenas a satisfação de necessidades básicas do Serviço». E sustentou: «Um Serviço hospitalar com estas características deve ter necessariamente uma recepção, quer administrativa quer de produtos, logo na entrada do Serviço. Como o secretariado estava localizado no extremo oposto da entrada, qualquer utente ou funcionário do Hospital que viesse pedir uma informação ou levantar resultados de análises era obrigado a circular por todo o Serviço, situação de todo inaceitável. Mas finalmente, passados mais de cinquenta anos, foi levada a termo uma modificação que a todos parece óbvia».
Segundo o Prof. Doutor Afonso Fernandes, a obra agora realizada já estava planeada desde 1995, mas os sucessivos adiamentos arrastaram-se até 2008.
Mas ainda e olhando aos resultados práticos obtidos com a intervenção, o Professor fez questão de sublinhar: «Convém esclarecer que esta obra envolveu duas importantes operações: a recepção de que já falámos, e a remodelação – que incluiu a instalação de mais uma bancada – do designado “laboratório de entradas”. E explicou: «As peças e biopsias chegam-nos dos vários Blocos Operatórios e das Unidades de Técnicas, e têm de ser observadas pelos médicos para depois serem dissecadas, descritas e sujeitas à recolha de fragmentos para estudo microscópico. Ora, esse trabalho faz-se em bancadas próprias, mas até ao momento só dispúnhamos de uma única bancada, e o movimento sempre crescente do Serviço já há muito que justificava duas bancadas».
Apesar de básicas, as intervenções foram muito importantes
Instado se o Serviço de Anatomia Patológica está agora com condições de laboração optimizadas, o seu Director foi peremptório: «Não, ainda estamos longe da optimização do Serviço. O espaço continua a ser exíguo, pelo que terá que ser pensada uma remodelação geral com maiores áreas laboratoriais e mais gabinetes médicos. No entanto, a verdade é que para além da duplicação das bancadas de macroscopia, também foram melhoradas as condições de iluminação, de ventilação e de segurança. Foram ainda instalados armários ventilados para a guarda de produtos tóxicos, que até aqui eram guardados em armários normais, assim como foram colocados um lava-olhos e um chuveiro de emergência, equipamentos obrigatórios em qualquer Laboratório. Como lhe disse, as intervenções agora verificadas são absolutamente básicas, mas de extrema importância para o Serviço».
O Prof. Doutor Afonso Fernandes deixou uma sugestão/solução para o redimensionamento do Serviço
O Professor Afonso Fernandes, convidado a um olhar para o futuro no que concerne ao desenvolvimento do Serviço de Anatomia Patológica, afirmou: «Antes de olhar para o futuro, deixe-me dar alguns dados relativos ao ano transacto. Em 2007 foram realizados cerca de trinta mil exames e duzentas e cinquenta autópsias. Convenhamos que são números muito significativos, no entanto, é nossa intenção responder com mais celeridade às solicitações assistenciais, contudo, estamos confrontados com a carência crónica de médicos anátomo-patologistas que se verifica em Portugal. A Anatomia Patológica é uma especialidade médica pouco procurada pelos jovens médicos, mas cabe referir que é um ramo da Medicina francamente apaixonante. Relativamente às instalações do Serviço, conforme já foi conversado com o Conselho de Administração, é uma vontade nossa retirar desta área física o sector das autópsias. Isto porque para além da sala de autópsias já ser antiga, logo não dispor de todos os requisitos hoje exigidos em matéria de segurança, a sua instalação noutro local libertaria um espaço fundamental para a instalação de laboratórios e gabinetes. Queremos admitir mais anátomo-patologistas mas temos de os poder instalar condignamente. Temos de redimensionar convenientemente o Serviço».
E o Director do Serviço de Anatomia Patológica avançou com uma sugestão/solução para o futuro: «Para que o Serviço possa corresponder às necessidades, a solução ideal seria transformar todo o Piso 1 em área laboratorial, e o Piso 2 ficava essencialmente reservado às salas de reuniões, biblioteca e gabinetes médicos. A reinstalação da sala de autópsias é um assunto a estudar». E concluiu: «Em minha opinião, este devia ser um plano a considerar porque, de contrário, todos os melhoramentos pontuais que possam ser realizados nunca se mostrarão como solução para resolver os problemas de fundo do Serviço de Anatomia Patológica».
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