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O Prof. Doutor Mário Gastão Lopes, Director do Serviço de Cardiologia do Hospital de Santa Maria, retratou-nos o Serviço que dirige e olhou para o ontem e o hoje da Ciência Médica Cardiológica |
O Prof. Doutor Mário Gastão Lopes, Director do Serviço de Cardiologia do Hospital de
Santa Maria, com o rigor que lhe é peculiar aliado à experiência de quarenta e oito anos
de vivência na Instituição, descreveu-nos, com palavras substantivas, não só o Serviço
que dirige desde Setembro de 2005, como também o estado actual da ciência médica na
área da Cardiologia.
«O Serviço de Cardiologia do Hospital de Santa Maria foi criado na década de cinquenta
do século XX, após a inauguração do próprio Hospital, em 1954. E porque estamos a
falar em datas, permita-me relembrar que o primeiro Director do Serviço, o Professor
Doutor Eduardo Coelho, foi o investigador que realizou a primeira coronariografia em
humanos, como recentemente foi confirmado na prestigiada Revista Circulation, dos
Estados Unidos da América. Faço questão em realçar este facto, porque nele, e estou a
reportar-me à década de cinquenta, encontramos a nossa presença na fronteira do
desenvolvimento da Cardiologia moderna, o que não é do conhecimento geral. Aliás, este
feito enquadra-se na tradição da Escola de Medicina Angiográfica de Lisboa, por onde
passou o Professor Egas Moniz e outros angiologistas que investigaram e introduziram
técnicas de imagem no estudo de várias patologias. Estamos, portanto, a falar de um
Serviço de Acção Médica de referência, tendo, como se compreenderá, sofrido algumas
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vicissitudes ao longo dos tempos. Uma das curiosidades que me faz recordar épocas
passadas prende-se com o episódio que envolveu o Professor Eduardo Coelho, na altura
médico assistente do Dr. Oliveira Salazar, que quando foi obrigado a reformar-se por
limite de idade, foi publicada uma Lei especial que o manteve como Director do Serviço
de Cardiologia. São factos curiosos que fazem a história do nosso Serviço. Durante um
largo período, sob a Direcção do Prof. Doutor Jaime Celestino da Costa, cirurgião
cardíaco, o Serviço foi transformado no Serviço de Cardiologia Médico-cirúrgica. Mais
tarde, voltou a ser o Serviço de Cardiologia sob a direcção do Prof. Doutor Salomão
Sequerra Amram, sucedendo-lhe então no cargo a Profª. Doutora Maria Celeste
Vagueiro, a quem se seguiu o Dr. João Álvaro Correia da Cunha, até Setembro de 2005.
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A Cardiologia foi uma das áreas do conhecimento médico que mais evoluiu nos últimos anos, o que motivou uma subespecialização do Serviço de Cardiologia do Hospital de Santa Maria |
Um Serviço em mutação
Convidado a um olhar expositivo sobre o Serviço de Cardiologia, atentemos às palavras
do Prof. Mário G. Lopes: «Começo por lhe dizer que o Serviço está numa fase de grande
mutação e a preparar-se para os desafios do futuro. Valerá, desde já a pena, referir que
um terço dos médicos que trabalham no nosso Serviço têm idades iguais ou superiores a
cinquenta e nove anos, o que equivale a dizer que dentro de poucos anos terão que
deixar de prestar a sua colaboração, o que nos vai obrigar a apostar numa nova geração
e em novas condições de trabalho. Essas novas condições já deram um salto muito
importante quando, em 2005, foi inaugurada a segunda Sala de Hemodinâmica, estando
prevista para este ano (2008) a inauguração do novo Laboratório de Cardiologia Não
Invasiva, onde serão concentradas todas as técnicas desta área. Estão previstos outros
benefícios que, num futuro próximo, permitirão ao Serviço dar uma resposta de melhor
qualidade à nossa actividade que, e como é habitual no Hospital de Santa Maria, é
tripartida, ou seja, para além da assistência, o Serviço de Cardiologia oferece também
formação pré e pós-graduada, para além da investigação científica».
E um Serviço subespecializado
Instado a deixar-nos uma palavra sobre a investigação científica desenvolvida no Serviço
que dirige, observou o Professor Mário G. Lopes: «A investigação científica, em conjunto
com a formação, são dois aspectos essenciais para o Hospital de Santa Maria, no
entanto, a assistência de elevada qualidade, inovadora e em quantidade significativa, são
partes integrantes dessas vertentes. Não faria sentido que num Serviço de Acção Médica
não houvesse assistência. Com isto pretendo dizer-lhe que um Hospital como o de Santa
Maria tem que considerar a formação como uma das suas actividades nucleares. Esta
aplica-se aos alunos – temos mais de trezentos e setenta alunos por ano lectivo – mas
também ao ensino pós-graduado, não só de médicos mas também de enfermeiros, de
cardiopneumografistas, de psicólogos, de nutricionistas, de bio-engenheiros, gestores,
enfim, de inúmeros elementos das mais variadas categorias profissionais que ao longo do
ano passam pelo nosso Serviço para poderem partilhar a vivência prática e real das
nossas actividades. Perante todos estes factores, intuímos que tem que haver uma
análise crítica e rigorosa sobre tudo o que se está a passar, e é isso que se traduz na
investigação científica, actualmente parte essencial nas denominadas sociedades
modernas». E o Professor Mário G. Lopes, nitidamente empenhado na prestação de uma
rigorosa informação, continuou: «Por outro lado, e atendendo a que a Cardiologia foi
uma das áreas do conhecimento médico que mais se desenvolveu nos últimos anos, quer
em variedade de intervenções, quer na quantidade de doentes a tratar, levou o nosso
Serviço a subespecializar-se em múltiplas competências que vão desde a Cardiologia
invasiva e de intervenção, à electrofisiologia cardíaca, aos cuidados intensivos
cardiológicos, às áreas das técnicas de electrocardiologia avançada, ecocardiografia
avançada e de todas as outras técnicas de imagiologia cardíaca, como a ressonância
magnética e a tomografia axial computorizada multicortes. Verificamos, assim, que só
nas áreas de aplicação clínica existe uma enorme variedade de actividades. Temos,
ainda, a interface com a área básica a que o Serviço também está naturalmente ligado,
nomeadamente com o Instituto de Medicina Molecular, onde se desenvolve a chamada
investigação translaccional, que consiste no aproveitamento dos problemas clínicos para
se aprofundar o seu conhecimento básico que poderá depois ser aplicado à resolução de
múltiplas situações patológicas. Estamos, portanto, perante um Serviço que se apresenta
como uma estrutura muito vasta, muito complexa, que funciona durante vinte e quatro
horas ao longo dos sete dias da semana e que eu, com muito orgulho e satisfação, tenho
dirigido nestes últimos dois anos e meio».
A evolução continuada na Cardiologia
Ainda sobre o significativo desenvolvimento do conhecimento médico e científico na área
da Cardiologia, o Prof. Mário G. Lopes recuou no tempo e desenhou-nos uma ilustrativa
imagem do passado: «Às pessoas menos novas como eu, e faço notar que entrei nesta
Instituição em 1960, foi permitido assistir a uma evolução espectacular no conhecimento
biomédico, mas é importante perceber que não foi só a Cardiologia que evoluiu. A
evolução verificou-se na Medicina em geral, assim como evolui o País, evoluiu a Europa e
evoluiu o Mundo. O Mundo de hoje não tem paralelo com o mundo pós-segunda guerra
mundial que eu ainda tive oportunidade de conhecer. Quanto à evolução da Cardiologia,
poderei acentuar alguns pontos que, e por ordem cronológica, me parecem dotados de
significativa importância: as áreas de diagnóstico invasivo, nomeadamente a angiografia,
que, e como já lhe referi, tivemos como um dos pioneiros do desenvolvimento dessa
técnica o Professor Eduardo Coelho, técnica essa que nos veio permitir um conhecimento
muito mais alargado das doenças. À época não existiam técnicas de imagiologia. Mais
tarde surgiu a Cirurgia Cardíaca, área essencial para os doentes cardíacos. A Cirurgia
Cardíaca nasceu no nosso Hospital com o Prof. Doutor Jaime Celestino da Costa, a que se
seguiu o Prof. Doutor Rui de Lima, e é agora dirigida pelo Dr. João Cravino. Em paralelo,
começaram a ser desenvolvidas várias áreas, nomeadamente a electrocardiologia, que
inicialmente era só o electrocardiograma convencional e que veio a ter um grande
desenvolvimento com as técnicas de Holter; as provas de esforço; os potenciais tardios,
enfim, assistimos, de facto, a um conjunto de técnicas diagnósticas que abriram as
portas para a expansão da outra grande área que é a electrocardiologia cardíaca e o
pacing. Começou-se pela implantação de pacemakers simples, e actualmente dispomos
de pacemakers altamente complexos como o cardioversor-desfibrilhador implantado
(CDI), que é capaz de tratar taquidisritmias ventriculares malignas responsáveis pela
morte súbita cardíaca. Estamos a falar de equipamentos muitíssimo sofisticados que, e
para ficar com uma ideia, chegam a ter um custo unitário superior a trinta mil euros.
Simultaneamente, foram desenvolvidos os cuidados intensivos cardíacos, o que
representou um significativo avanço clínico dedicado ao tratamento do enfarte do
miocárdio e de todas as situações agudas associadas a instabilidade eléctrica ou
hemodinâmica, como a insuficiência cardíaca aguda, o embolismo agudo e as arritmias
que põem em risco a vida do doente. Quero recordar o Professor Doutor Arsénio Cordeiro
que, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, introduziu em Portugal, no final dos
anos sessenta, a primeira dessas Unidades em Portugal, o que se mostrou uma perfeita
revolução na nossa Cardiologia. Posteriormente, surgiu uma técnica que ainda hoje é
considerada um dos maiores avanços da Medicina no século passado, que foi a
ultrassonografia e a sua aplicação ao estudo do coração. A ultrassonografia utiliza-se
actualmente em todas as zonas do corpo, mas no coração foi de facto muito importante
se atendermos a que o órgão é móvel. Ou seja, utilizando as múltiplas técnicas que se
têm vindo a desenvolver ao longo do tempo, hoje temos uma capacidade diagnóstica que
era de todo inimaginável quando, nos anos sessenta, tudo começou». E o Professor Mário
G. Lopes continuou: «Também a genética molecular sofreu avanços extraordinários que
permitiram ajudar à compreensão da génese das doenças cardíacas, bem como do
conceito de factores de risco para a doença, o que nos leva a outra área extremamente
importante e que quero enfatizar: o problema da prevenção. O conceito de prevenção e
de estratificação do risco – tentando evitar que a doença apareça e se aparecer que seja
o mais tarde possível – também é uma realidade recente e que não existia nos anos
sessenta». E com o olhar posto num passado recente, o Professor recordou: «Tenho bem
presente que no meu tempo de interno, acompanhava o Director do Serviço nas visitas
semanais aos doentes só para observar a evolução das doenças. E as visitas eram
semanais porque a nossa capacidade de intervenção era francamente limitada, o que
implicava internamentos com uma duração média de um mês. Também me recordo
perfeitamente do Director do Serviço, que era cardiologista, oferecer, por cortesia,
cigarros aos colegas, durante o intervalo desta visita semanal. Nessa altura desconheciase
por completo os malefícios do tabaco. Outra área a que tenho que fazer referência é a
farmacológica. A Farmacologia, sendo um dos pilares estratégicos também
extremamente importante, sofreu uma evolução extraordinária. Pese embora o seu
elevado peso no custo dos cuidados de saúde, o facto é que actualmente dispomos de
um alargado e eficaz leque de armas terapêuticas. Ou seja, aliado à melhoria das
condições gerais de vida, tivemos ganhos no sector da saúde mas não apenas por via da
Medicina no sentido estrito da palavra. Esses ganhos de saúde devem-se, acima de tudo,
à melhoria das condições sanitárias e aos avanços em saúde pública. É importante que
as pessoas percebam isso para não pensarem que foi só a Medicina curativa que nos
proporcionou a actual situação. Com isto pretendo dizer-lhe que caminhamos para uma
sociedade em que a esperança média de vida já está a ultrapassar os oitenta anos. Aliás,
dados estatísticos recentemente publicados apontam para que aos sessenta e cinco anos,
a chamada idade da reforma, o português, tem, em média, mais 18,2 anos para viver, o
que equivale a uma nova carreira. A este propósito cabe aqui dizer-lhe que no Japão,
onde os fenómenos da longevidade têm sido estudados com grande rigor, está previsto
que em 2050 se chegue facilmente aos cem anos e que o grupo etário mais frequente
ronde os oitenta anos. Ora, com este aumento da esperança de vida, as doenças
cardiovasculares irão subir em flecha, mesmo com a utilização de todas as estratégias de
prevenção. Perante este quadro não será difícil inferir que a Cardiologia, uma
especialidade médica em grande expansão, tem uma natural tendência para ser cada vez
mais solicitada pelas populações, e este aumento da procura é um problema que me
preocupa. E preocupa-me pelos elevadíssimos custos que irá acarretar. Como todos
sabemos, não há nenhuma sociedade, nem mesmo os Estados Unidos da América, onde
os recursos sejam ilimitados, cabendo por isso a cada um de nós a gestão eficaz desses
mesmos recursos, de forma a serem correctamente aplicados em cada doente».
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O “coração bomba” e o “coração alma” mereceram uma cuidada e interessante análise do Prof. Doutor Mário Gastão Lopes |
“O doente sénior pressupõe reflexão”
A excelente explanação deixada pelo Director do Serviço de Cardiologia do Hospital de
Santa Maria, suscitou-nos a questão que, e aqui em discurso directo colocámos ao
Professor Mário G. Lopes: Senhor Professor, em face do panorama que nos traçou – o
envelhecimento acentuado das populações – poder-se-á antever a criação de uma
Cardiologia Geriátrica? «A área geriátrica é uma das áreas que ao longo dos anos nos
tem vindo a interessar, e por isso direi que não é necessário criar a sub-especialidade de
Cardiologia Geriátrica, porque já hoje é uma parte muito importante da Cardiologia,
todavia, tenhamos presente que ao doente sénior estão associados alguns aspectos
específicos, isto porque nesse grupo etário não é apenas a esperança de vida o único
problema a analisar, já que é muito relevante a qualidade de vida. Por outro lado, na
Medicina moderna há sempre um certo grau de incerteza em relação às consequências
dos actos médicos. Por conseguinte, algumas (todas?) decisões médicas terão que ser
cada vez mais partilhadas com os doentes e respectivas famílias, a quem, por direito
próprio, caberá sempre dar ou não autorização para a realização de cada acto médico.
Ainda no que respeita aos doentes seniores, sejam eles do foro cardiológico ou outro,
todos merecem a melhor atenção e os melhores cuidados que lhes possamos prestar, e
nessa linha está o Hospital de Santa Maria, onde a grande percentagem de doentes
internados se enquadra nessa faixa etária».
O “coração bomba” e o “coração alma”
A entrevista ia longa, mas a “lição” do Professor Mário G. Lopes era, a cada palavra, um
forte incentivo para que não a terminássemos. E continuámos. Agora com uma pergunta
cuja resposta interessa a todos. Porque todos temos coração.
Senhor Professor, quer-nos explicar porque é que todos os nossos problemas, sejam eles
do foro afectivo, profissional, etc., se reflectem ou com “picadas” no coração, ou com um
aperto no peito, ou com outros sintomas deste género e que todos bem conhecemos?
«Parafraseando o Professor Doutor Fernando de Pádua, meu Mestre, costumo dizer que
nós temos dois corações: o “coração bomba”, e o “coração alma”. Eu sou especialista do
“coração bomba”, mas não há dúvida que o “coração alma” é um “órgão” extremamente
importante, e, de forma muito simplista, podemos dizer que por vezes sofre aquelas
sensações que sentimos no peito quando alguma coisa nos corre menos bem. Eu não lhe
sei dizer porque é que a espécie humana sente essas coisas, mas o facto é que as sente.
Todos sentimos apertos no peito, sentimos falta de ar, sentimos o coração bater com
mais força, mas felizmente na maioria dos casos estas sensações não se associam a
qualquer tipo de problema no “coração bomba”. No entanto, nem sempre é fácil
distinguir as queixas de um e do outro. Mais: eu diria que é impossível distingui-las,
excepto no âmbito de uma consulta médica. Compreendo perfeitamente o pânico das
pessoas quando sentem esses batimentos ou apertos e acorrem a um Serviço de
Urgência. Actualmente a informação está cada vez mais próxima das pessoas, e daí os
alertas para sintomas desse tipo que, como lhe disse, só numa consulta médica se
poderá saber qual dos “corações” está a “doer”, cabendo por isso aos Serviços de Saúde
tomarem as medidas necessárias para receber esses “doentes”. Quanto ao “coração
bomba”, é um órgão muito interessante. Bate cem mil vezes por dia, e está previsto, que
com relativa facilidade, possa durar entre os cem e os cento e vinte anos. É, portanto,
um órgão muito bem conceptualizado».
Mas recuperando ainda os sintomas que tantas vezes nos assustam, eis o conselho do
Professor Mário G. Lopes: «Cada pessoa é diferente, e há pessoas que sentem muitas
coisas e outras que não sentem nada. De facto há pessoas que somatizam mais os
problemas, e são essas mesmas pessoas que sentem picadas no coração, sentem dores
no peito, ou outras queixas do género, mas essas pessoas, depois de duas ou três
consultas médicas da especialidade, devem começar a compreender que o seu organismo
reage daquela forma, o que não invalida que um dia possam vir a ter realmente um
problema grave. A vida não é eterna. Por outro lado, temos aquelas pessoas que nunca
sentiram nada e de repente não se sentem bem. Perante essas situações as pessoas não
devem hesitar em recorrer a um Serviço de Urgência ou chamar os serviços de
assistência médica móvel, que actualmente contam com ambulâncias equipadas para
prestar os cuidados necessários.» E esta documentativa conversa com o Professor Doutor
Mário G. Lopes terminou com uma pertinente observação: «Eu direi que devemos ter
uma atitude optimista, porque uma atitude pessimista ou de medo nunca resolve
absolutamente nada. O mais importante é controlarmos os chamados factores de risco
que favorecem a doença cardiovascular, que nunca será demais recordá-los: controlar a
tensão arterial; procurar meios de cessação tabágica; controlar a diabetes; controlar a
obesidade; controlar o colesterol; fazer exercício físico, ou seja, é afinal uma tabela de
medidas tão simples mas que podem evitar o acometimento de qualquer situação grave
e irreversível. Antes de terminar volto a repetir que perante um qualquer sintoma não
habitual, sugestivo de doença cardíaca, é imperativo o recurso a um Serviço de
Assistência Médica».
A EXPRESSÃO DOS NÚMEROS INDICAM A ACTIVIDADE DO SERVIÇO DE CARDIOLOGIA DO HOSPITAL DE SANTA MARIA

AS IMAGENS MOSTRAM-NOS OS DIVERSOS E COMPLEXOS DEPARTAMENTOS QUE COMPÕEM O SERVIÇO DE CARDIOLOGIA DO HOSPITAL DE SANTA MARIA
Internamento


Laboratório de Pacing

Laboratório de Hemodinâmica

Recobro

U.T.I.C. – Cuidados Intermédios

U.T.I.C. – Cuidados Intensivos

Unidade de Técnicas Não Invasivas



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