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Remodelação no hospital de Santa Maria - Unidade para crianças com doenças infecciosas |
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Correio da Manhã – 01.06.2009
Remodelação no hospital de Santa Maria
Unidade para crianças com doenças infecciosas
O Departamento da Criança e da Família – Serviço de Pediatria – do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, assinalou hoje o Dia Internacional da Criança com uma sessão na Aula Magna daquele departamento e com uma visita às obras de remodelação da unidade de isolamento pediátrica.
Entre os oradores estiveram Ana Jorge, ministra da Saúde e Maria de Belém Roseira, presidente da Comissão Parlamentar de Saúde. Na plateia, composta por médicos, alunos e doentes daquele serviço, destacaram-se as presenças da Primeira-dama, Maria Cavaco Silva, e de Manuela Eanes, do Instituto de Apoio à Criança, que puderam assistir à actuação dos ‘Violininhos’, um grupo de jovens músicos da Academia de Música de Lisboa, com idades compreendidas entre os seis e os doze anos.
A manhã foi ainda marcada pela visita às obras de ampliação e renovação da Unidade de Isolamento de Pediatria. De acordo com João Correia da Cunha, director clínico do HSM, o espaço “servirá as crianças com doenças infecciosas agressivas”. A unidade de 800 metros quadrados e capacidade para treze camas, deverá estar concluída em Outubro e vai custar um milhão e meio de euros. Segundo Adalberto Campos Fernandes, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, as obras têm “um custo elevado, devido às condições exigidas pelos quartos de pressão negativa.
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Sporting Solidário com Dia Mundial da Criança |
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www.sporting.pt - 01.06.2009
Sporting Solidário com Dia Mundial da Criança
Vários elementos ligados ao Clube estiveram, durante toda a manhã, no Hospital Santa Maria, junto das crianças no seu dia Mundial.
Tonel, do futebol profissional, Sá Pinto, antigo jogador, Bosko Bjelanovic e João Pinto, do andebol, Deo e João Matos, do futsal, e Liliana Caldeira, responsável do programa «Sporting Solidário», participaram na festa matutina dedicada às crianças no Hospital de Santa Maria, assistindo, primeiro, à actuação musical de um grupo de crianças convidado numa tenda montada nos jardins da unidade hospitalar. Depois, a comitiva «verde e branca» distribuiu prendas «leoninas», autógrafos e muitas fotografias com os pequenotes presentes e visitou vários pisos do Santa Maria, deixando uma palavra de carinho às crianças que, neste momento, não se podem deslocar dos seus quartos. Foi uma manhã diferente, em que o Sporting se associou neste Dia Mundial da Criança, numa experiência gratificante e enriquecedora tanto para os meninos como para os mais graúdos.
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Novos medicamentos ajudam os doentes em crise de epilepsia |
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Novo medicamento chega a Portugal em 2010
Epilépticos com remédio pela veia
A Comissão Europeia aprovou recentemente o primeiro tratamento adjuvante para o tratamento de doentes com epilepsia não controlada. O medicamento está já à venda nalguns países europeus, como a Alemanha e Reino Unido, mas só deverá estar disponível em Portugal em 2010. Esta doença afecta cerca de 70 mil portugueses e todos os anos surgem cinco mil novos casos.
Isabel Lopes, directora médica do laboratório que vai comercializar o medicamento, com o princípio activo lacosamida, afirmou ao CM que o processo do pedido de comparticipação pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverá ser apresentado em breve à Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).
"Os ensaios clínicos revelaram uma elevada taxa de eficácia deste medicamento adjunto, ou seja, é um complemento terapêutico eficaz para os doentes adultos, com mais de 16 anos". Segundo a responsável, este novo medicamento optimiza o controlo da doença e prolonga o efeito do tratamento.
O neurologista Lopes Lima, do Hospital de Santo António e especialista nesta doença, reconhece outras vantagens do novo remédio. "Este medicamento pode ser usado por várias vias e não apenas pela via oral. Pode ser ministrado pela via endovenosa [pela veia], o que é um grande benefício em situação de doença urgente, ou seja, quando o doente tem uma crise e não pode engolir."
Segundo o especialista, apesar dos medicamentos disponíveis serem eficazes, ainda há um elevado número de doentes com epilepsia não controlada. "Trinta por cento dos doentes não tem controlo das crises e apenas seis por cento tem indicação cirúrgica."
Os novos medicamentos surgem como adjuvantes, são tomados com os habituais, e mais tarde podem passar a terapia única.
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Hospital de Todos-os-Santos força fecho de outros oito em Lisboa |
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Diário Económico – 06.09.2008
Quando o novo hospital de Todos-os-Santos abrir, dentro de quatro ou cinco anos, a inauguração será procedida de vários encerramentos um pouco por toda a cidade.
Ao todo, são oito os hospitais que vão fechar, passando pela emblemática maternidade Alfredo da Costa e pelo degradado Instituto Português de Oncologia. A capital será, assim, dominada por um triângulo e saúde. Santa Maria e Pulido Valente, de um lado. Todos-os-Santos, do outro. E, por fim, os hospitais Egas Moniz, Francisco Xavier e Santa Cruz, sendo que um destes deverá também ser encerrado ou requalificado. A estratégia que foi apresentada a Correia de Campos e aprovada partia do princípio de que mais vale ter um bom hospital do que vários com enormes problemas estruturais e desadequados à prestação moderna de cuidados de saúde, como são os casos dos hospitais de Lisboa, limitados na estrutura pelo facto de serem também um património histórico e constantemente alvo de obras de melhoramento e de adaptação às novas tecnologias. E, claro, sempre são cerca de 400 milhões de euros que podem entrar e ajudar as contas do Estado.
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Primeira farmácia hospitalar abre em Leiria |
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Correio da Manhã – 04.09.2008
Em Leiria
Inaugurada primeira farmácia hospitalar
O primeiro-ministro, José Sócrates, e a ministra da Saúde, Ana Jorge, inauguram esta quinta-feira, em Leiria, a primeira farmácia hospitalar de venda ao público do País, que está a funcionar no Hospital de Santo André desde a passada segunda-feira.
A farmácia foi concessionada, depois de concurso público, à empresa Amado Elias Tomaz, Farmácia Unipessoal, Lda. O estabelecimento abriu portas segunda-feira, um mês depois do previsto, num espaço autónomo contíguo às consultas externas do hospital.
Sublinhando tratar-se de 'um projecto pioneiro que prestigia o Hospital de Santo André', o presidente do conselho de administração desta unidade, Hélder Roque, realçou também o facto de ser 'a primeira farmácia com gestão privada a funcionar no interior de um hospital', que 'estará aberta 24 horas por dia, sete dias por semana, para servir toda a população da nossa área de influência”.
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Via verde para acidentes graves reduziria mortalidade |
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Portal IOL – 11.08.2008
Especialista defende criação de «via verde» nos hospitais portugueses
A criação de uma «via verde» nos hospitais para casos de acidentes graves, como existe para os AVC, e de uma especialidade clínica em emergência médica poderiam ajudar a reduzir a mortalidade dos acidentados em Portugal, defende um especialista citado pela Lusa.
«Existem hoje em dia vias verdes para os AVC e para a parte cardíaca em que a rapidez de referenciação dos doentes tem uma linha aberta directa ao local de tratamento. No trauma [casos de acidentados graves] isso não existe», declarou o especialista Jorge Mineiro, responsável da Sociedade Portuguesa de Trauma.
A prioridade às vítimas de AVC e doenças coronárias é assegurada através do número de emergência 112, que deve ser contactado logo que se sintam os sintomas evidentes destas doenças.
«Se as outras vias verdes trabalham e funcionam bem, porque não faremos o mesmo para o trauma? Se nos AVC e na coronária o resultado é bom, então porque perdemos tantos doentes, quando estamos a falar de doentes jovens, na maior parte dos acidentes?», questiona Jorge Mineiro.
O especialista, que é director clínico do Hospital Cuf Descobertas, aponta ainda falhas à forma como são referenciados os casos de acidentados graves em Portugal: «Os doentes aparecem num serviço de urgência central mandados de um hospital distrital onde já foram vistos por outros médicos e muitas vezes têm de ser triados novamente, quando deviam ter uma via directa de acesso à razão que os levou a ser transferidos, por necessitarem de uma TAC ou de neurocirurgia, por exemplo».
Na sua tese de doutoramento concluída em 2003, Jorge Mineiro concluiu que para a mesma lesão, a probabilidade de se morrer em Portugal era o dobro da verificada em Inglaterra.
Para isso, Jorge Mineiro analisou dados de cerca de 2.000 doentes durante um ano no Hospital Santa Maria, onde trabalhava na altura, e comparou-os com um hospital inglês.
«A realidade hoje é extraordinariamente melhor, mas continua a não ser brilhante. Nesse sentido, a conclusão é que a referenciação do trauma era péssima, hoje pode ser menos pior, mas está longe de ser eficaz», afirma o médico ortopedista.
Criação de especialidade em emergência
Outra das propostas de Jorge Mineiro é a criação de uma especialidade em emergência médica, tal como existe a ortopedia ou a neurocirurgia. E os licenciados em medicina que decidissem especializar-se em emergência médica deviam estar a trabalhar em permanência nas urgências.
«Não temos quase pessoas que só fazem urgência. Na área do trauma é muito importante ter uma carga ou experiência da patologia que veja no seu dia-a-dia para ser capaz de diagnosticar e tratar», comentou.
No seu entender, os médicos que fazem urgência apenas uma vez por semana ficam sem tanta habilitação para fazer um diagnóstico rápido de uma patologia rara, mas que pode ser grave.
«Em Inglaterra e noutros países há especialistas em urgência. Assim como há uma especialidade de ortopedia tem que haver uma especialidade em emergência médica», sublinha.
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Sexualidade: Perturbação da identidade de género é doença - Nascidos no corpo errado |
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Correio da Manhã – 03.08.2008
A barba e o nome, masculino, dão corpo a uma mudança. E se a barriga, proeminente, podia ser sinónimo de escolhas de vida pouco saudáveis, a forma orgulhosa como a mostrou revelou, pela primeira vez na história, a gravidez no sexo masculino. Thomas Beatie nasceu mulher, mas é homem de acordo com a lei norte-americana, assim definido depois de um tratamento para mudar de sexo.
Em Portugal, os que escolhem mudar o sexo com que nasceram não engravidam. Mas têm pela frente um longo e, tantas vezes, penoso processo até conseguirem que o seu corpo seja o reflexo do que lhes dizem ir na alma.
Na consulta de Sexologia do Hospital Júlio de Matos, em Lisboa, são cerca de meia centena os que estão a ser seguidos. Um passo importante no sentido da mudança tão pretendida, mas o caminho começa antes, numa consulta de Clínica Geral. João (nome fictício) é um dos números desta estatística. Há quase cinco anos que deu início ao processo de redefinição sexual e se o fim parece já à vista, tem consciência que há ainda muito a fazer. 'Faltam as cirurgias', conta ao CM. A mastectomia vai-lhe retirar o peito com que nasceu. Depois, segue-se a remoção dos ovários e há ainda a faloplastia, o mesmo é dizer, a construção de um pénis, a confirmação do homem que deseja ser.
João já ouviu falar de pessoas que, perante a complexidade do processo, acabam por desistir e procurar médicos clandestinos, com resultados traduzidos em mutilações. Diz que alguns, com a confirmação da transexualidade, feita por dois especialistas, vão para fora do País para realizar as cirurgias que, por cá, comparticipadas pelo Estado, se fazem apenas no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. No total, um processo de mudança de sexo pode ultrapassar os 25 mil euros.
Inês Franco Alexandre, psicoterapeuta, diz que 'o processo não deve ser moroso ou burocrático', pois agrava as dificuldades de integração social. 'Conhecem-se relatos de casos que demoram demasiado tempo, levando os pacientes a estados de desespero e até à tentativa de suicídio.' A especialista defende a necessidade de um diagnóstico correcto, 'essencial para que o efeito de uma cirurgia não seja catastrófico, podendo eventualmente levar a estados de grande sofrimento por desadaptação'.
Portugal é o único país onde, para se realizarem as cirurgias de mudança de sexo, os doentes são obrigados a fazer um pedido à Ordem dos Médicos. O primeiro que aquela organização recebeu foi em 2001 e, até 2006, tinham sido feitos 16 pedidos, a maioria dos quais de mulheres que pretendiam ser homens. No ano passado contaram-se mais seis.
DATAS-CHAVE
1931 Primeira operação para mudança de sexo: retirado um pénis e criada uma vagina. Foi no Instituto Hirschfeld de Ciência Sexual, na Áustria.
1998 Primeiro transexual operado em Portugal, homem para mulher. Um processo descrito como longo e tortuoso.
NOTAS
HORMONAS
Os tratamentos hormonais podem demorar dois anos: com estrogénios (de homem para mulher) ou androgénios (o inverso).
SÓ EM SANTA MARIA
As cirurgias comparticipadas pelo Estado são, em Portugal, realizadas em exclusivo no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
O 'SIM' DA ORDEM
Em Portugal é exigida autorização da Ordem dos Médicos para a realização de operações de mudança de sexo.
A COMPLEXIDADE DE VIVER NO CORPO ERRADO
O processo de mudança de sexo pode demorar mais de cinco anos, desde a preparação psicológica e clínica até à realização da cirurgia. Mesmo após a mudança de sexo, ainda tem de mudar os dados do Bilhete de Identidade, o que pode ser feito numa conservatória.
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Doença coronária leva a perda mental |
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Jornal de Notícias – 24.7.2008
As suspeitas de que as doenças coronárias poderiam ter efeitos nocivos no raciocínio confirmam-se, de acordo com um estudo científico. A solução está no combate ao tabagismo, colesterol, diabetes e hipertensão.
A doença cardíaca coronária está associada a perda de raciocínio, de vocabulário e de fluência verbal, primeiros sintomas de demência, indica um estudo publicado pelo "European Heart Journal", principal revista europeia de cardiologia.
O estudo foi realizado durante 17 anos com 5837 funcionários públicos londrinos de meia-idade, 11% dos quais sofreu de doença coronária durante aquele período - explicou Archana Singh-Manoux, autora principal.
A capacidade cognitiva foi medida até aos 61 anos, uma idade ainda sem intervenção de outros factores de risco que poderiam confundir os resultados.
A investigação concluiu que quanto maior é o tempo transcorrido depois do diagnóstico de doença coronária, pior é o desempenho cognitivo da pessoa, sobretudos nos homens. "Não compreendemos muito bem como funciona a doença coronária nas mulheres, talvez por haver menos casos", referiu a investigadora do University College de Londres e do Instituto Nacional de Saúde e Investigação Médica de França.
Segundo as conclusões do estudo, se os factores de risco das doenças coronárias forem combatidos, poderá combater-se também o desenvolvimento da demência em idades mais avançadas.
Os factores de risco são o tabagismo, diabetes, hipertensão e colesterol altos, que em grande medida se podem prevenir se a pessoa deixar de fumar, optar por uma alimentação equilibrada e praticar exercício física - recordou.
"Os nossos resultados sobre a ligação entre doença coronária e cognição sublinham a importância destas medidas preventivas ao destacarem o impacto destes factores de risco não só na doença coronária mas no desempenho cognitivo da pessoa", acrescentou.
Este é o primeiro estudo em grande escala que examina a associação entre a doença coronária e os problemas cognitivos associados à demência, salientou Archana Singh.
"É importante esclarecer a ligação entre as duas doenças", sublinhou. "A prevalência da demência aumenta com a idade, duplicando cada quatro ou cinco anos depois dos 60, pelo que mais de um terço dos octogenários têm provavelmente demência".
Até agora, os investigadores centraram-se mais na relação entre os acidentes cerebrovasculares, menos frequentes na população que a doença coronária, actualmente um dos principais problemas de saúde no mundo desenvolvido.
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Portaria estabelece regras para unidose. Remédios à unidade |
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Correio da Manhã 25.7.2008
A medida vai avançar nas farmácias de venda ao público que vão abrir dentro dos hospitais
A unidose vai avançar para quatro classes de medicamentos: antibióticos, anti-histamínicos, anti-inflamatórios e paracetamol. Cada pessoa poderá comprar um máximo de 30 unidades. O tratamento individualizado depende da decisão do médico quando passa a receita mas o doente pode sempre optar por levar a caixa completa.
O projecto de portaria do Ministério da Saúde, a que o CM teve acesso, foi enviado aos parceiros sociais para consulta e define as condições em que os remédios vão ser dispensados em quantidades individuais, consoante a necessidade de tratamento de cada doente. Num primeiro momento, comprar remédios à unidose só será possível nas farmácias que vão abrir nos hospitais.
Podem ser vendidos à dose comprimidos em blister e saquetas mas também embalagens de grandes dimensões. Neste caso, serão as farmácias ou um "terceiro que disponha de autorização de fabrico para as operações a executar" a reembalar os remédios. Na nova caixa terá de constar a data da dispensa e o nome do director técnico do estabelecimento. O doente leva também a bula ou uma cópia.
Prevista no acordo entre Governo e Associação Nacional de Farmácias, a venda de remédios à unidose é contestada pela indústria farmacêutica, considerando que a medida traz riscos para os doentes. Mas é exigida pelos donos das novas farmácias dos hospitais para avançar com o negócio.
Não há arredondamentos
O preço máximo de cada dose individual é calculado dividindo o custo da caixa pelo número de unidades. Mas as farmácias não podem arredondar o valor no acto da venda – a dose individual é cobrada ao centésimo. E não pode ultrapassar "o preço unitário mais baixo do mesmo medicamento". Uma caixa de 18 comprimidos do paracetamol Ben-U-Ron, por exemplo, custa 2,37 euros. Se vendidos à dose, passam a custar 13 cêntimos cada um. Nas comparticipações, aplica-se a mesma fórmula. Se um doente comprar cinco Ben-U-Ron e pagar 0,65 euros, a comparticipação do Estado é feita sobre o valor total.
Medicamentos sem receita estão mais caros
Os medicamentos não sujeitos a receita médica estão mais caros 5,2% em relação a 2005, quando o Governo permitiu a sua venda fora das farmácias. A conclusão é de uma avaliação da Deco publicada na revista ‘Teste/Saúde’. Depois de analisar os preços de 20 remédios, concluiu que aumentaram, em média, 1,7 por cento no último ano. "Ao contrário do que o Governo anunciou, não houve uma descida generalizada", diz a associação de defesa do consumidor. Em 20 medicamentos, apenas sete baixaram de preço.
A Deco encontrou aumentos na ordem dos 45, 30 e 27 por cento. Segundo a revista, as farmácias e as parafarmácias registaram subidas de 11 por cento e 10 por cento, respectivamente. "Os hipermercados foram os únicos a inverter a tendência, com uma descida média de três por cento."
PORMENORES
Embalagens
As farmácias só podem reembalar um único tipo de remédios em cada caixa. A informação surge também em braille.
Receita
O médico terá de escrever na receita "quantidade individualizada" e indicar o número prescrito.
Avaliação
A portaria prevê a sua própria revisão ao fim de um ano, uma avaliação do Infarmed e um possível alargamento.
Doses diárias
As farmácias são aconselhadas ainda a dividir as caixas por dias de toma. Está prevista uma campanha de informação.
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Campanha de apoio à Fundação do Gil percorre São Miguel |
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Diário dos Açores 24.7.2008
Um grande grupo grossista açoriano vai apoiar a campanha de venda de artigos do Gil, dinamizada pela Promosocial, a favor da Unidade Móvel de Apoio ao Domicílio (UMAD) da Fundação do Gil, que permite que as crianças com doenças crónicas possam ser acompanhadas em casa.
A venda dos vários artigos do Gil vai passar pelas lojas do Grupo SolMar, Modamar e Bigmix da Ribeira Grande entre 26 e 27 do corrente; e entre 2 de 3 de Agosto, nas mesmas lojas, em Vila Franca do Campo. Esta iniciativa vai chegar à loja M. Costa da Calheta, entre 9 e 10 de Agosto; Capelas (16 e 17); e Vila Franca do Campo, a 22 e 23 de Agosto.
A campanha teve início no dia 5 deste mês e já passou por S. Gonçalo, Fajã de Baixo e Valados.
A Unidade Móvel de Apoio ao Domicílio é um projecto pioneiro de apoio domiciliário a crianças, constituído por uma equipa médica do Hospital de Santa Maria e uma equipa social da Fundação do Gil. As crianças e jovens atendidos são doentes crónicos do foro da pneumologia, da nefrologia e gastrenterologia.
Segundo a Fundação Gil, "uma das enormes lacunas que afectam a saúde hospitalar portuguesa é a falta de apoio ao domicílio".
"Com esta ausência, as crianças com doenças crónicas, que necessitam de apoio diário, de tratamentos ou acompanhamento, de vigilância regular e de "reeducação" das suas famílias para as receberem não saem dos hospitais. Estes, por seu turno, não arriscam devolvê-las a um meio que pode ser negligente, e falhar, afectando a sua saúde e recuperação. Isto provoca que o internamento se prolongue muito para lá da necessidade clínica, e que estas crianças, às centenas pelo país, fiquem "enterradas" em hospitais, cortando laços com a gestão regular do dia-a-dia em sociedade", acrescenta.
Com o aval da Sociedade Portuguesa de Pediatria e do Hospital de Santa Maria, a UMAD já abrande regiões como a Grande Lisboa, Vale do Tejo, Estremadura e Alto Alentejo e prevê-se o seu alargamento geográfico e apoio a mais hospitais, com o arranque da segunda unidade até ao final de 2008.
A Fundação do Gil tem como fins principais: contribuir para o bem-estar, a valorização pessoal e a plena integração social das crianças e dos jovens que, por razões de natureza diversa, se encontrem internados, por períodos prolongados, em unidades hospitalares, prisionais ou outras.
Para concretizar os seus projectos, a Fundação promove a realização, participação ou patrocínio de acções de carácter cultural, educativo, artístico, científico, social e de assistência.
A sua criação data do final de 1999 por iniciativa da Parque Expo 98, e, na altura, do Ministério do Trabalho e da Solidariedade, através do Instituto para o Desenvolvimento Social.
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Excesso de peso - Inquérito inédito em Portugal identifica riscos. Domésticas e idosos obesos |
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Correio da Manhã – 17.7.2008
Os idosos e as domésticas são os novos obesos, de acordo com um estudo que tirou as medidas aos comportamentos dos portugueses. Em poucas décadas, estão mais sedentários e trocaram as sopas e os legumes por alimentos ricos em gorduras e açúcares.
As consequências já estão à vista, com a subida dos índices de massa corporal e das doenças associadas ao excesso de peso, como a diabetes e a hipertensão. A conclusão é do inquérito feito pela Plataforma contra a Obesidade da Direcção-Geral da Saúde a 800 pessoas de todo o País.
Miguel Rego, nutricionista e um dos coordenadores do estudo, explica que os números reflectem uma contradição bem conhecida dos especialistas. As classes com menos poder económico têm mais dificuldade em manter hábitos saudáveis, porque a indústria alimentar consegue lançar produtos baratos, mas ricos em gorduras e açúcares. Contudo, alerta:"Mesmo com reformas baixas, há escolhas saudáveis que podem ser feitas."
Os idosos têm dificuldades de mobilidade e de autonomia, o que dificulta a prática de exercício físico. As domésticas têm tendência a alguma "monotonia alimentar" e, além disso, "estão mais preocupadas com a casa e os filhos". O nutricionista sublinha a necessidade de adaptar a actividade física aos gostos de cada um e encontrar planos fáceis de executar. Por exemplo, quinze minutos de caminhada diária.
PREGUIÇA É UM MAL COMUM
Os portugueses admitem que são preguiçosos. Este é uma das razões mais apontadas no inquérito para não fazerem exercício físico – 55% admite que não faz qualquer actividade que implique esforço.
Miguel Rego diz que o inquérito vem provar que a população "é muito sedentária e tem muita dificuldade em conseguir pensar em como se tornar mais activa". O nutricionista sublinha a necessidade de as cidades serem adaptadas ao exercício físico, porque os espaços que hoje existem não ajudam.
"As ciclovias, por exemplo, estão nas zonas de lazer, são para passear ao fim-de-semana, não para ir trabalhar." E há todo um trabalho para motivar as pessoas. "Antes de melhorar, os índices de obesidade ainda vão piorar", refere. A Plataforma espera conseguir resultados na população em 2015.
RESULTADOS
Excesso de peso
São 65,3% as domésticas com problemas de peso. Nos idosos a percentagem é de 66%, quando na população geral é de 51%.
Exercício físico
A maioria das mulheres que estão em casa (61%) não pratica actividades físicas. Nos mais velhos, o valor é de 62%.
Alimentação
Comer alimentos que não devem ser utilizados é a razão mais apontada por estas pessoas para o excesso de peso.
Doenças
Quase metade das domésticas (47%) tem patologias associadas.
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Saúde - sistema ‘a Tempo e horas’ nos hospitais. Consulta em cinco meses |
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Correio da Manhã – 12.7.2008
Consultas de especialidade são marcadas por ordem de prioridade
Entra hoje em vigor o sistema de Consultas a Tempo e Horas, que será posto em prática em todo o Serviço Nacional de Saúde até ao final do ano.
Um doente classificado como ‘muito prioritário’ terá agora de esperar o máximo de um mês para a primeira consulta, de uma lista de 37 especialidades, como Estomatologia, Ginecologia, Cardiologia ou Oftalmologia. Se a consulta for considerada prioritária, a espera máxima é de 60 dias. Se a consulta obtiver a prioridade ‘normal’, a espera pode chegar aos 150 dias.
Um doente classificado como ‘muito prioritário’ terá agora de esperar o máximo de um mês para a primeira consulta, de uma lista de 37 especialidades, como Estomatologia, Ginecologia, Cardiologia ou Oftalmologia. Se a consulta for considerada prioritária, a espera máxima é de 60 dias. Se a consulta obtiver a prioridade ‘normal’, a espera pode chegar aos 150 dias.
O objectivo do novo sistema é agilizar a comunicação entre centros de saúde e os hospitais públicos, para que os casos mais graves tenham máxima prioridade. Por ano são pedidos cerca de 2,5 milhões de primeiras consultas nos hospitais públicos.
A portaria que estabelece o novo modelo – que terá um sistema informático próprio – refere que o relatório do doente é encaminhado pelo médico assistente para o triador, médico designado para cada especialidade, que procede à avaliação clínica do paciente e consequente atribuição do nível de prioridade para a marcação da consulta.
Segundo o nível de prioridade atribuído pelo triador, e sem prejuízo de ser encontrado um prazo mais reduzido, a realização da primeira consulta de especialidade tem de respeitar os prazos máximos. Caso o médico entenda que os tempos não podem ser respeitados, pode, com o consentimento do doente, pedir a realização da consulta numa outra unidade hospitalar da região. O sistema não se aplica a situações que exijam intervenções urgentes, consultas posteriores ou pedidos de meios complementares de diagnóstico e de terapêutica.
O programa ‘Consulta a Tempo e Horas’, criado para fazer face às reconhecidas "insuficiências ao nível do sistema de gestão do acesso à primeira consulta", já estava implementado em 90% dos hospitais e centros de saúde até ao final de Maio.
CALENDÁRIO
Coordenador
O coordenador Nacional do sistema é nomeado ainda este mês. Os coordenadores das redes regionais e locais serão nomeados até Outubro.
Equipamento e pessoal
A data-limite para criar as condições de aplicação do sistema é 31 de Outubro. As unidades de cuidados de saúde primários e os hospitais garantem a instalação dos equipamentos informáticos e a formação dos profissionais.
Pedidos a recuperar
Até Novembro decorre um plano de recuperação dos pedidos de primeira consulta de especialidade, pelas diferentes instituições hospitalares, que será entregue nas respectivas administrações regionais de saúde.
Sistema a funcionar
O sistema estará a funcionar na totalidade até 31 de Dezembro. O Governo prevê que terminem os períodos longos de espera por uma consulta.
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Cientistas identificam gene que favorece a obesidade |
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Correio da Manhã – 8.7.08
Investigação começou com 150 famílias francesas
Estudo publicado na ‘Nature Genetics’
Uma equipa europeia de investigadores identificou um gene cujas mutações aumentam o risco de obesidade, segundo um estudo publicado na revista ‘Nature Genetics’.
Na base do trabalho, realizado por cientistas franceses e britânicos, está o gene PCSK1, que desempenha um papel essencial na maturação de várias hormonas com papel chave, ao nível do cérebro, na ingestão de alimentos. Este gene fabrica uma enzima que torna operacionais várias hormonas envolvidas no controlo do apetite, como a insulina, o glicagon ou a proopiomelanocortina (que provoca a saciedade).
As investigações começaram com 150 famílias francesas com crianças obesas e foram depois alargadas a uma amostra maior de população em França, Dinamarca, Suíça e Alemanha.
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Cirurgias aos olhos estão a ter resposta só com SNS |
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Diário de Notícias – 14.7.2008
Programa de oftalmologia. Os hospitais públicos estão a responder ao desafio do Ministério da Saúde, que determinou a redução das listas de espera nas consultas e cirurgias às cataratas. O recurso aos privados, justificável se não houvesse resposta, "não está a ser equacionado", diz fonte da tutela
Os hospitais públicos estão a conseguir responder às solicitações do Programa de Intervenção em Oftalmologia, apresentado pela ministra da Saúde Ana Jorge, em Maio. E isto apesar das dúvidas iniciais quanto à capacidade de resposta numa área onde há falta de recursos. A referenciação para hospitais privados "não está a ser equacionada nem é uma questão de relevo neste momento", refere fonte do ministério, visto que "o SNS está a provar que consegue responder às necessidades".
O programa visa a realização de 30 mil cirurgias às cataratas e 75 mil primeiras consultas num ano. Julho marca o início do prazo, mas vários hospitais "já se anteciparam e os serviços estão a dar uma resposta adequada", diz ao DN Florindo Esperancinho, coordenador da Comissão Técnica para o Desenvolvimento da Oferta em Oftalmologia. "Acredito que não haja necessidade de transferir doentes para os convencionados".
Quinze hospitais aderiram ao programa, sendo que quatro são Centros de Elevado Desempenho, respondendo às necessidades se os restantes hospitais não conseguirem. A estes, sublinha fonte do ministério, juntou-se um quinto, o Centro Hospitalar do Baixo Alentejo.
Além da produção adicional de 10, 20% ou 30% da actividade programada, os hospitais têm de fazer as cirurgias e consultas acima referidas para beneficiar dos incentivos de 28 milhões de euros. Duas unidades do Norte, Braga e Barcelos, garantem ter triplicado o número de cirurgias.
O Hospital de Santa Maria é outro exemplo de que, "com organização e um bom modelo remuneratório é possível ter melhorias de eficiência", avança Adalberto Campos Fernandes, presidente do conselho de administração (ver caixa). "As consultas têm já uma espera de 15 dias e as cirurgias estão a ser feitas em menos de três meses", abaixo do máximo de cinco a atingir em Julho de 2009.
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Crianças engordam mais no Verão |
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Jornal de Notícias – 14.7.2008
As crianças tendem a engordar entre o fim das aulas e as férias em família, tradicionalmente em Agosto, segundo os responsáveis pela consulta de obesidade pediátrica do Hospital de Santa Maria (Lisboa), que criou o primeiro campo de férias português para obesos.
Para evitar que crianças obesas agravem o seu problema nesta altura, quando ficam em casa a jogar computador, a ver televisão e a comer, a equipa multidisciplinar coordenada por Helena Fonseca concretizou este ano o "sonho" antigo e inédito em Portugal de organizar uma colónia de férias para jovens obesos.
A decorrer desde o passado domingo e até dia 19 de Julho, próximo de São Martinho do Porto, a colónia junta 30 jovens dos 10 aos 16 anos.
" Lusa, Helena Fonseca referiu ainda que a colónia pretende usar as estratégias de controlo de peso de maneira mais intensiva, o que passa por uma alimentação mais saudável e equilibrada e uma vida mais activa, num "ambiente mais lúdico e com outra disponibilidade de tempo".
O terceiro objectivo será avaliar os benefícios que este grupo possa conseguir em comparação com os outros utentes da consulta.
"Queremos perceber se a mudança que vamos introduzir se manterá ao longo do próximo ano e comparar os 30 jovens com aqueles que não tiveram oportunidade de frequentar este ano a colónia. Estou convencida que haverá uma evolução efectiva mais favorável", antevê a especialista.
O desejo da equipa é repetir este teste-piloto, que no seu arranque integra um grupo "muito heterogéneo" escolhido com base nas fichas clínicas.
Segundo Helena Fonseca, o grupo inclui jovens que "têm tido dificuldade em cumprir a prescrição" e com famílias que "ajudam pouco e que por isso se pretende que ganhem alguma autonomia para que tomem decisões por si".
A coordenadora garante que os jovens estão "muito contentes" e até já recolheu o testemunho de um deles que falava numa democracia de problemas: "aqui todos nos sentimos iguais porque partilhamos o mesmo problema".
"Não há a descriminação como existe na escola", acrescentou Helena Fonseca.
A concretização do "sonho" da equipa multidisciplinar do Departamento da Criança e da Família do Hospital Santa Maria aconteceu graças à parceria com o Instituto Português da Juventude e a Plataforma contra a Obesidade, da Direcção Geral da Saúde.
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Colónia de férias para crianças obesas. Iniciativa decorre até ao dia 19 de Julho
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Fábrica de Conteúdos – 10.7.2008
Face à tendência de as crianças engordarem no período entre o final das aulas e as férias em famílias, uma equipa multidisciplinar do Departamento da Ciência e da Família do Hospital Santa Maria (Lisboa) criou o primeiro campo de férias português para obesos.
A decorrer até dia 19 de Julho, a colónia de férias, próximo de São Martinho do Porto, concelho de Alcobaça, junta 30 jovens dos 10 aos 16 anos que são submetidos a estratégias de controlo de peso de maneira mais intensiva.
Outra das estratégias passa por uma alimentação mais saudável e equilibrada e uma vida mais activa, num «ambiente lúdico e com outra disponibilidade de tempo», segundo salienta Helena Fonseca, coordenadora da equipa.
Segundo avança a Lusa, o campo de férias tem ainda outro objectivo que é avaliar comparativamente a evolução deste grupo com outros pacientes da consulta de obesidade pediátrica do hospital.
A concretização do projecto contou com o apoio do Instituto Português da Juventude, da Plataforma contra a Obesidade e da Direcção Geral de Saúde.
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AR: Unanimidade no projecto do BE para permitir doentes com acompanhamento nas urgências |
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Lusa 4.7.2008
O Parlamento aprovou hoje, por unanimidade, um projecto do Bloco de Esquerda (BE) que dá o direito dos doentes a terem um acompanhante nas urgências do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Apesar de ter votado a favor do diploma, na generalidade, a bancada do PSD anunciou que iria apresentar uma declaração de voto por ter dúvidas "quanto à exequibilidade" da medida, disse o deputado social-democrata Carlos Miranda.
O acompanhamento dos doentes nas urgências por familiares ou amigos já é possível, por exemplo, nos hospitais de Santa Maria, em Lisboa, ou de Braga.
O projecto dos bloquistas pretende alargar esta experiência a todos os hospitais da rede de SNS.
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Em cuidados especializados. Apoio domiciliário alivia hospitais |
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Correio da Manhã 02.7.2008
A ministra da Saúde, Ana Jorge, afirmou esta quarta-feira que aposta no sector domiciliário é crucial para aliviar os hospitais da prestação de cuidados de saúde de convalescença e especializado, para os quais não estão vocacionados.
No âmbito da conferência ‘Desafios para o futuro: a saúde na terceira idade’, que decorre hoje em Lisboa, a ministra realçou que “há cada vez mais pessoas a necessitar de cuidados de saúde de convalescença, de apoio especializado, por períodos de tempo mais longos, que os hospitais não são os locais mais apropriados para acolher”.
O crescente envelhecimento da sociedade portuguesa e a necessidade de adaptação a esta realidade, exigem a prestação de cuidados de saúde que proporcionem uma vida com mais qualidade. Desta forma, “a aposta numa rede de cuidados continuados integrados, que tem vindo a ser desenvolvida pelo Serviço Nacional de Saúde, quer estar à altura dos desafios” que este retrato da sociedade portuguesa evidencia.
Ainda segundo a titular da pasta da Saúde, “o ideal é conseguir manter a pessoa em casa, no seu ambiente familiar, no conforto do seu espaço, quando há condições para o fazer”, facto que pode ser consumado através do apoio domiciliário.
Prevê-se que até ao final do ano, a rede de cuidados continuados conte com 5 mil camas, o que significa o dobro das actuais 2.400 camas. |
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Relatório alerta para a falta de profissionais de saúde. Ministério quer atrair médicos para o SNS |
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Correio Manhã – 1.7.08
O Governo quer aumentar o número de médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) através da identificação de médicos portugueses no estrangeiro e da contratação de médicos noutros países.
A intenção foi expressa pela ministra da Saúde que esta terça-feira marcou presença na apresentação do Relatório Primavera 2008, do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, que alerta para a saída de médicos do SNS para o sector privado. No documento, os especialistas prevêem que “daqui a poucos anos não haverá recursos humanos para manter o serviço público de saúde”. “Não são de certeza as formas contratuais que pouco a pouco se vão instalando nos hospitais públicos que vão criar condições para a fixação de profissionais necessários ao serviço público”, pode ler-se no relatório.
Para Ana Jorge, “estamos hoje a sofrer as consequências do número diminuto de alunos que entrou para as faculdades de Medicina nos anos 80 e no início dos anos 90, ao mesmo tempo que se faz sentir o número elevado de pedidos de reformas antecipadas, a que legitimamente os profissionais têm direito”.
Outro dos factores de afastamento dos profissionais de saúde do SNS prende-se, segundo a ministra, com o aumento do “número de alternativas para o exercício privado da medicina, principalmente nos grandes centros urbanos, que se tornam financeiramente atractivas para os médicos, enquanto permanece a indefinição do seu futuro profissional no sistema público”.
Mas Ana Jorge já sabe qual é a solução para a falta de médicos no sistema público de saúde: “aumentar progressivamente o número de alunos nos cursos de medicina e ter a capacidade de atrair mais médicos ao nosso Serviço Nacional de Saúde, seja pela identificação de estudantes portugueses no estrangeiro ou pela contratação de médicos provenientes de outros”. |
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Saúde - programa para reduzir infecções hospitalares. Alerta nacional para lavar mãos |
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Correio da Manhã 30.6.2008
Blocos cirúrgicos são um dos locais de risco para o contágio por microorganismos30
A Direcção-Geral da Saúde (DGS) vai lançar em Outubro uma campanha nacional para incentivar profissionais de saúde, doentes e visitantes a lavar as mãos. Objectivo: reduzir as infecções hospitalares que atingem 8% dos doentes que passam pelos serviços.
Cristina Costa, coordenadora do Programa Nacional de Controlo da Infecção, diz que a adesão das unidades aos programas de vigilância tem vindo a subir. Desde 2003, já participaram 50 hospitais. "Obviamente que gostaríamos de chegar aos 100%." Mas não é apenas nos hospitais que a higienizarão deve ser uma prioridade. "Tem de ser desenvolvida também nos centros de Saúde e nas unidades de Cuidados Continuados", onde está ainda mais atrasada.
Lavar as mãos é uma das formas mais simples de reduzir o contágio. A campanha vai promover, por exemplo, o uso de uma solução asséptica de base alcoólica que, segundo Cristina Costa, pode até estar no bolso dos médicosepermite desinfectar as mãos em metade do tempo (30 segundos), sem necessidades de idas ao lavatório. Um estudo recente mostra que apenas 40% dos hospitais têm lavatórios suficientes para as necessidades. "Os hospitais não são locais assépticos, têm microrganismos. Mas a criação de regras reduz os contágios."
Vai ainda ser realizado um inquérito aos hospitais para traçar um retrato da actual situação – os últimos dados são de 2003 – e para se perceber que resultados têm tido os programas nacionais para combater este problema. A iniciativa é da DGS, insere-se numa campanha internacional promovida pela Organização Mundial de Saúde e é apresentada hoje e amanhã, num encontro que reúne os especialistas nesta área. "Vamos assinar um acordo com o SUCH [empresa de logística] para passar a mensagem. Queremos que as pessoas percebam a importância da higienização", refere Ana Leça, da Agência da Qualidade em Saúde.
INFECÇÕES URINÁRIAS SÃO AS MAIS FREQUENTES
As infecções urinárias são as mais frequentes entre os doentes que passam pelas unidades de Saúde, representando 28% do total de contágios, referem os dados do centro europeu para a segurança neste sector. O problema afecta três milhões de europeus por ano, 50 mil dos quais acabam por morrer. As infecções respiratórias surgem logo a seguir, com 25%. O contágio do sangue é o menos frequente, com dez por cento, mas é o mais perigoso, porque é aqui que ocorrem as maiores taxas de mortalidade. As infecções dos locais cirúrgicos (onde foi feita a operação) têm taxas a rondar os 17%. Em Portugal, 21% das infecções são detectadas depois de terem alta. O número explica-se pelo facto de os períodos de internamentos serem cada vez mais reduzidos e muitas das cirurgias serem em ambulatório.
O MINISTRO QUE MANDOU OS MÉDICOS DESINFECTAREM-SE
Em 2006, o anterior ministro da Saúde, Correia de Campos, reconheceu que Portugal tinha "um problema sério ao nível das infecções hospitalares", com forte probabilidade de um doente em cada cem internados vir a morrer por este motivo. E decidiu mandar uma mensagem para a classe médica, apelando a estes profissionais para que não usem gravatas e lavem as mãos com mais frequência. O apelo foi depois seguido por um conjunto de regras a serem seguidas nas unidades de Saúde. A crítica enfureceu a classe, que criticou o facto de o governante apontar o dedo aos profissionais, esquecendo-se da falta de condições de muitas unidades.
RADIOGRAFIA
Prevalência
As infecções hospitalares chegam aos 10%, afectando 8,4% dos doentes. 25% são adquiridas na comunidade.
Serviços
As unidades de Cuidados Intensivos são as mais afectadas (34%), em particular no caso das doenças respiratórias.
Transmissão
As mãos dos profissionais de Saúde são o veículo de transmissão em 30 a 40% dos casos. A OMS diz que metade não as lava. |
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Desempenho do SNS por grandes programas de actividade |
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Portal da Saúde 01.7.2008
Intervenção da Ministra da Saúde na Comissão Parlamentar da Saúde, na Assembleia da República
Estive nesta Comissão Parlamentar, pela primeira vez, há três meses e meio. Enunciei, na altura, os objectivos essenciais da acção governativa no processo de requalificação do Serviço Nacional de Saúde.
Parece-me adequado, passado este período, prestar contas da evolução dos diversos dossiers e, ao mesmo tempo, enunciar as respostas dadas a problemas entretanto surgidos.
Ao longo deste período, mantivemos no centro da nossa acção o objectivo de reforçar e requalificar o Serviço Nacional de Saúde, devolvendo a confiança aos cidadãos e aos profissionais de saúde.
Cuidados de Saúde Primários base do Serviço Nacional de Saúde
Temos reafirmado sempre, e repito-o hoje aqui, que a nossa prioridade é a reforma dos cuidados de saúde primários, que constituem a base de todo o Serviço Nacional de Saúde.
Prosseguimos, a bom ritmo, a implementação das unidades de saúde familiar (USF).
Em 11 de Março, estavam em actividade 108 USF, que acolhiam mais de 1 milhão e 300 mil cidadãos. Hoje, estão já em funcionamento 135, sendo que, até ao final da semana, abrirão mais duas. Nessa altura, as USF receberão perto de 1 milhão e 800 mil portugueses. Destes, mais de 185 mil não tinham médico de família.
Como se pode ver, aproximamo-nos da meta que aqui anunciei, em Março, de 150 USF até ao final de 2008. Mas não estamos satisfeitos e continuamos a fazer um esforço para que o ritmo se possa intensificar.
Também implementámos um modelo de remuneração adequado ao desempenho, o chamado modelo B. Concluímos com sucesso a negociação com os parceiros, alcançando acordo com sindicatos dos médicos, dos enfermeiros e dos trabalhadores administrativos. Publicada a legislação em Abril, promovemos, de imediato, em Maio, a entrada em funcionamento das primeiras 30 USF de modelo B e está aberto concurso para novas unidades que queiram funcionar neste modelo.
Para reforçar a legitimação pública da reforma dos cuidados de saúde primários, decidimos constituir um conselho consultivo, presidido pelo Professor Constantino Sakellarides, e que dá plenas garantias de rigor e isenção no processo de acompanhamento a empreender.
Temos também evoluído no processo de criação dos agrupamentos de centros de saúde (ACES).
Foram já consultadas as autarquias sobre a delimitação geográfica dos agrupamentos. Estamos, agora, a ponderar as respostas recebidas, sendo certo que a esmagadora maioria das câmaras municipais que se pronunciou deu o seu acordo às propostas que elaborámos.
Neste momento, trabalhamos na elaboração de normas para o enquadramento das diferentes unidades que integram os agrupamentos dos centros de saúde. Assim, como já acontece com as USF, as outras estruturas – unidades de cuidados de saúde personalizados, unidades de cuidados na comunidade, unidades de recursos assistenciais partilhados, unidades de saúde pública e unidades de apoio à gestão – serão criadas e desenvolvidas a partir de normas de orientação previamente debatidas com os profissionais.
Este é o modo como entendemos que deve progredir a reforma: com objectivos bem definidos, mas com um apelo à participação daqueles que, estando no terreno, têm uma maior sensibilidade, um maior conhecimento dos problemas e das respostas adequadas.
Trata-se de substituir a estrutura burocrática e pesada das sub-regiões de saúde por uma estrutura moderna e funcional, que tenha como prioridade aumentar e melhorar a acessibilidade do cidadão aos cuidados de saúde primários, bem como promover a qualidade desses mesmos serviços de saúde.
De modo inovador, os ACES promoverão o envolvimento da comunidade na gestão dos cuidados de saúde primários, o que poderá contribuir para uma resposta do SNS mais próxima e adequada às necessidades do cidadão.
Cuidados Continuados Integrados
O segundo grande eixo prioritário da acção do Governo é o desenvolvimento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, no âmbito do Ministério da Saúde e do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.
Também aqui, em termos de cuidados de convalescença, de média e longa duração e de cuidados paliativos, progredimos em bom ritmo.
Em Março, eram 110 os acordos celebrados e 1921 as camas em funcionamento, havendo 8203 pessoas apoiadas.
Neste momento, estão celebrados 140 acordos e a funcionar cerca de 2400 camas. Foram já atendidos 11 500 cidadãos.
Para acelerar o desenvolvimento da Rede, o Ministério da Saúde aprovou um programa especial de financiamento, para o ano em curso, no montante de 15 milhões de euros, permitindo um investimento em novas unidades a desenvolver pelo sector social ou privado e por instituições do Serviço Nacional de Saúde.
Merece destaque, aqui, o grande envolvimento do sector social nesta Rede, bem como do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. De facto, do total de camas contratualizadas, 75% são com Misericórdias ou outras instituições privadas de solidariedade social.
Prevemos 5 mil lugares de internamento em unidades de cuidados continuados até ao final de 2008, dos quais 4 mil estão já garantidos.
O desenvolvimento da componente ambulatória da Rede de Cuidados Continuados Integrados é outra aposta forte. Isto inclui unidades de dia, onde o cidadão terá cuidados sociais, de saúde e de recuperação, podendo regressar a casa ao final do dia.
Mas mais importante ainda é o esforço público que deverá ser dirigido a apoiar a recuperação e convalescença dos mais idosos no seu ambiente familiar, na comunidade em que estão inseridos. Por isso, a nossa aposta passa também por fortalecer o apoio domiciliário.
A Rede tem evoluído de modo muito positivo. E isso é visível, por exemplo, através de um inquérito à satisfação dos doentes elaborado pelo ISCTE.
Dos cidadãos internados, 96% classificam de «Boa» e «Muito Boa» a qualidade dos serviços. Relativamente ao contributo para a sua recuperação, 80% dos actuais doentes consideram estar melhor desde que ingressaram na unidade, enquanto 90% dos que já saíram referem o mesmo.
Nesta grande operação estão já envolvidos cerca de 4 mil profissionais de saúde.
Sabemos, no entanto, que há ainda muito a fazer. A adaptação a uma nova Rede pressupõe uma nova filosofia de cuidados que está em aperfeiçoamento.
Reforma dos Cuidados Hospitalares
No que se refere ao acesso aos cuidados hospitalares, quero referir: o acesso à cirurgia; o acesso às consultas externas, em particular às primeiras consultas; o tratamento da doença oncológica; a cirurgia ambulatória e a rede de urgência.
Os factos são evidentes: partindo de 241 mil inscritos para cirurgia no final de 2005, foram definidos uma estratégia e um programa, cujos resultados, dois anos passados, falam por si.
O número de inscritos diminuiu para 199 mil no final de 2007 – uma redução de 18%. Já no fim de Abril deste ano, o número de cidadãos inscritos baixou para 192 mil.
Especialmente notável é a diminuição do número de pessoas inscritas há mais de 1 ano. Hoje, 9% dos cidadãos esperam mais de um ano por uma cirurgia, quando em Dezembro de 2005 a proporção chegava aos 37%.
Nestes dois anos, a mediana do tempo de espera baixou de 8,6 para 4,4 meses.
Este é um trabalho que orgulha o SNS e os seus profissionais, cujo esforço não posso deixar de, uma vez mais, agradecer.
Assim, a produção cirúrgica do SNS aumentou de modo significativo ao longo destes anos:
• 272 mil operações em 2005,
• 345 mil operações em 2006,
• 403 mil operações em 2007.
Tal significa um aumento de 50% em dois anos, tanto na produção normal, como na produção adicional.
Estes resultados devem-se ao aumento da capacidade de resposta e não a qualquer restrição no acesso à cirurgia.
Também os doentes que, por qualquer razão, recusem o vale que lhes permite recorrer a uma instituição convencionada, não são excluídos da Lista. Isso acontecia com o anterior regulamento do SIGIC (Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia), mas no novo, publicado em Janeiro deste ano, essa exclusão foi abolida.
Consultas Externas
No que diz respeito às consultas externas hospitalares, também valorizámos o aumento da capacidade de resposta dos hospitais: o total das consultas externas passou de 8 milhões e 386 mil em 2005 para 9 milhões e 279 mil em 2007.
E as primeiras consultas aumentaram, no mesmo período, de 2 milhões e 84 mil para 2 milhões e 380 mil.
Mas esta evolução favorável não é ainda suficiente para acompanhar o aumento da procura, pelo que estabelecemos novas metas e uma nova metodologia no acesso.
Elaborámos uma portaria, instituindo o Programa Consulta a Tempo e Horas. Nesse âmbito, definimos os tempos máximos de resposta garantidos, a implementar em 2009, cumprindo a legislação sobre a Carta dos Direitos de Acesso do Cidadão ao SNS aprovada nesta assembleia.
Em termos genéricos, as primeiras consultas de especialidade hospitalar terão um tempo máximo de resposta de um mês, no caso de serem muito prioritárias, de dois meses, no caso de serem prioritárias, e de cinco meses, quando a prioridade é normal.
Para assegurar o cumprimento destes objectivos, desenvolvemos um sistema de informação que estará operacional em todos os hospitais e centros de saúde ainda este mês.
Programa de Intervenção em Oftalmologia
No seguimento do que anunciámos nesta Comissão em Março, começámos por dar resposta a um problema de grande dimensão: a consulta e a cirurgia oftalmológicas.
Fizemo-lo lançando o Programa de Intervenção em Oftalmologia, com amplo apoio da opinião pública, das instituições do SNS e dos profissionais.
Os traços distintivos deste programa são os seguintes:
1. Aproveitamento integral da capacidade instalada nos serviços do SNS, optimizada através de novas formas de organização e de contratualização internas;
2. Definição de uma rede de centros de elevado desempenho, em hospitais do SNS, com capacidade de resposta para os seus utentes e capacidade de fornecer serviços a outros hospitais públicos;
3. Obrigação de todos os hospitais aderentes aumentarem a sua produção normal, como condição prévia para acederem à produção adicional;
4. Contratualização de um volume adicional de 30 000 cirurgias de catarata e 75 mil primeiras consultas, entre 1 de Julho de 2008 e 30 de Junho de 2009, obrigatória para todos os aderentes.
A resposta do SNS e dos seus profissionais não poderia ser mais satisfatória. Em vários hospitais – Hospital de São João do Porto, Hospitais da Universidade de Coimbra, Centro Hospitalar do Baixo Alentejo – o programa arrancou mesmo antes da data definida, o que faz com que mais de 400 doentes tenham já sido operados antes da data oficial anunciada. Noutros casos, verifica-se uma colaboração institucional entre hospitais do SNS, como acontece com a ida de profissionais do Hospital de Santa Maria ao Hospital de Faro, encurtando a deslocação a Lisboa dos doentes.
Outros hospitais, de que são exemplo o Hospital de Santarém ou o Hospital de Aveiro, organizaram programas próprios, com resultados já mensuráveis.
Estamos convictos de que as metas estabelecidas para o programa serão alcançadas. Elas medem-se, não em número de utentes em espera, porque alargar o acesso é um dos nossos objectivos principais, mas em tempo de espera. O que pretendemos é que, em 30 de Junho de 2009, nenhum doente espere mais de 5 meses por uma primeira consulta ou mais de 4 meses por uma cirurgia oftalmológica.
Tratamento da Doença Oncológica
Também o tratamento da doença oncológica tem verificado progressos.
Só em 2007 foram operadas mais de 35 mil pessoas. E do total de operados, 50% esperaram menos de 18 dias desde a inscrição, sendo que a mediana de tempo de espera dos que aguardam é de 1,4 meses. Mas, devemos reconhecê-lo, há ainda muito a fazer.
Temos de melhorar os resultados e de amplificar as boas experiências no domínio dos rastreios dos cancros do colo do útero, da mama e colo-rectal. Temos de promover o diagnóstico precoce. Temos de agilizar o processo de início da terapêutica e de articulação dos diferentes modos de tratamento e de articulação entre serviços.
Estão em discussão pública as normas estratégicas que balizarão o Plano Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas. É necessário o envolvimento dos profissionais e das instituições para que possamos estabelecer metas com real significado para as pessoas, mas que sejam realistas e exequíveis. O simples enunciado de boas intenções não beneficia os cidadãos!
Cirurgia Ambulatória
Um dos progressos mais significativos do SNS tem sido no domínio da cirurgia ambulatória.
A Comissão Nacional para o Desenvolvimento da Cirurgia de Ambulatório, nomeada pelo meu antecessor, entregou já o seu relatório com um conjunto de propostas para dinamizar a cirurgia de dia, mais cómoda, mais segura para o doente e mais eficiente.
Essas medidas estão a ser estudadas e sobre elas será proferida uma decisão em tempo útil.
Mas não podemos deixar de destacar os resultados já alcançados. A cirurgia ambulatória passou de 22% em 2005 para 27% em 2006 e para perto de 35% em 2007. Estou em condições de anunciar que a meta do governo é de 50% da cirurgia programada em 2009.
Aproveito para elogiar o trabalho da Comissão. Ao longo de 6 meses, visitou 44 hospitais, contribuindo, pelo debate realizado em cada local, para a mudança de mentalidades e de processos organizativos que são tão importantes como qualquer medida regulamentar.
Rede de Urgência
Temos progredido na concretização desta reforma. Pretendemos construir uma rede de urgência moderna, técnica e humanamente equipada para responder às exigências de qualidade e de resposta. Esta rede estará mais próxima das populações, de acordo com critérios de humanização e racionalidade tecnicamente validados.
Anunciei, em Março, a abertura do Serviço de Urgência Básica de Estremoz, que se viria a concretizar em 15 de Abril. Foi, entretanto, inaugurado o novo Serviço de Urgência Básica do Hospital de Oliveira de Azeméis e introduzidas significativas melhorias no Serviço de Urgência do Hospital de Fafe. Também o Serviço de Urgência Básica de Tondela abriu as portas após profunda remodelação.
Entrou já em funcionamento a nova Urgência do Hospital de Vila Nova de Gaia e a Urgência Pediátrica Integrada do Porto, no Hospital de São João, que é o hospital de referência.
Até ao final do ano, entrarão em funcionamento mais de uma dezena de Serviços de Urgência Básica, depois de concluídas as obras em curso. São os casos, entre outros, de Valongo, Albufeira, Loulé, Águeda, São Pedro do Sul ou Sertã.
Está também a decorrer uma profunda remodelação da Urgência Médico-Cirúrgica do Hospital de Famalicão, que passará de 400 para 1.500 metros quadrados. No Hospital da Póvoa de Varzim será aberta brevemente a nova urgência de pediatria.
As mudanças em curso são abrangentes: espaço físico, equipamento técnico, formação dos profissionais, amenidades para os doentes e familiares.
Continuamos a necessitar de transmitir a todos os cidadãos que doença aguda, ainda que incómoda e perturbadora, não significa, em termos médicos, urgência. A doença aguda é um problema súbito que necessita de orientação, a qual pode ser dada pelo médico, pelo enfermeiro ou pelos serviços de atendimento, de que merece destaque a Linha Saúde 24.
Ao contrário, urgência implica a intervenção concertada de uma equipa e de um conjunto de meios, sem os quais não será possível inverter o curso, eventualmente irreversível, de uma determinada doença.
Mantemos especial atenção ao reforço dos meios de socorro e emergência pré-hospitalar. Desde o início do ano, aumentámos de 38 para 40 o número de viaturas médicas de emergência e reanimação e de 268 para 286 o número de ambulâncias. Ou seja, em seis meses, entraram em funcionamento 18 novas ambulâncias.
Quero reconhecer o trabalho dos profissionais do INEM, que continuam a esforçar-se para garantir a todos os portugueses cuidados de emergência de nível elevado.
Nos primeiros cinco meses deste ano, as viaturas médicas fizeram um total de 29 mil e 200 saídas, ou seja, uma média de 192 por dia. Os centros de atendimento receberam, no mesmo período, 587 mil e 448 chamadas, com uma média diária de 3 mil e 916, isto é, 163 por hora.
Manterei a linha de intervenção que aqui anunciei em Março: dinamizar o diálogo com as autarquias, com as comunidades, com as pessoas. Estarei sempre disponível para explicar as medidas e encontrar alternativas.
Facilitar o Acesso ao Medicamento
No acesso ao medicamento há, também, importantes resultados.
A venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias afirma-se como um indesmentível sucesso. Funcionam, hoje, 672 estabelecimentos deste tipo e, mais notável ainda, o preço médio destes medicamentos mantém-se, quase três anos depois, ao mesmo nível de Setembro de 2005.
A quota de mercado dos genéricos, neste momento, é de 19,25%, o que corresponde a um acréscimo de 2% relativamente ao primeiro semestre do ano anterior.
Em Abril, os genéricos, que alcançaram uma quota de mercado superior a 50%, sofreram uma descida de preço. Essa redução abrangeu mais de uma centena de medicamentos.
Em Maio, verificou-se, para os não genéricos, novo decréscimo do preço de 3265 fármacos.
Estas são alterações que se repercutem favoravelmente nos gastos das famílias e que compensam, em muito, os aumentos autorizados de 123 medicamentos, cuja presença no mercado era imprescindível assegurar.
Em grande medida, o resultado positivo em termos de índice de preços ao consumidor deve-se ao sucesso da nossa política na área do medicamento. De acordo com os dados do INE (Instituto Nacional de Estatística), divulgados no dia 16 de Junho, as desacelerações de preços mais significativas são na área da saúde, com menos 2,7 pontos percentuais.
Duas áreas há em que estamos um pouco atrasados em relação ao previsto.
Em primeiro lugar, na abertura de farmácias de venda ao público nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde. Contamos que o primeiro destes estabelecimentos esteja em funcionamento nos próximos meses.
Nestas farmácias de venda ao público nos hospitais será lançado, a título experimental, o programa de venda de medicamentos em regime de unidose, cujo diploma legal se encontra a aguardar resposta dos parceiros.
Em segundo lugar, a abertura de cerca de mais 300 farmácias, num cenário de liberalização que põe fim a uma exclusividade que já ninguém compreendia. O primeiro concurso para abertura destas farmácias, decorrente da nova legislação, acontecerá em breve.
Em matéria de política do medicamento, o Governo prosseguirá a sua acção, determinado em garantir o acesso de todos os portugueses à inovação e à utilização de terapêuticas mais eficazes e mais seguras. Nesse processo não prescindiremos de assegurar a sustentabilidade da despesa e iremos privilegiar a poupança das famílias.
Senhoras e senhores deputados,
O trabalho realizado permitiu lançar novos programas que ampliam o Serviço Nacional de Saúde.
O alargamento do Programa de Saúde Oral está já em marcha. No espaço de um mês, entre 30 de Maio e 30 de Junho, foram emitidos cerca de 3 mil e 700 cheques dentista a grávidas e a idosos beneficiários do complemento solidário. É um esforço sem precedentes na oferta de cuidados de saúde oral aos cidadãos com menos recursos. Confiamos nos cuidados de saúde primários, nos médicos dentistas e nos estomatologistas para transformarem este programa num êxito a repetir e, porventura, a ampliar.
Está também em fase avançada o concurso para aquisição da vacina contra o cancro do colo do útero, que será administrada em Setembro às jovens que completam 13 anos em 2008.
O alargamento do acesso à procriação medicamente assistida está em marcha, bem como a concretização do programa das bombas perfusoras de insulina e o lançamento do programa de gestão integrada da doença para tratamento da obesidade.
Senhoras e senhores deputados,
Quero ainda partilhar três temas.
O primeiro diz respeito ao sempre difícil assunto dos recursos humanos. São conhecidas as razões da escassez relativa de médicos. O Governo manterá, neste domínio, uma linha clara: alargar progressivamente o acesso à formação e reorientar a formação pós-graduada para as especialidades mais carenciadas. Anuncio, aqui, a intenção de aumentar as vagas para formação em medicina geral e familiar, que o actual Governo elevou já para 25% do total. Tendo como natural limite a capacidade formativa, que nos encontramos a avaliar, tencionamos fazer crescer este número para 30%.
Estamos empenhados em incentivar os jovens médicos a optar pela formação nesta especialidade. Precisamos, para isso, de valorizar os cuidados de saúde primários, a sua vertente humanista e o seu desenvolvimento técnico. Para aqui está canalizada uma grande parte do nosso esforço.
Estamos, entretanto, a desenvolver medidas de contingência, que passam pelo recrutamento, por um período mais ou menos transitório, de profissionais de outras nacionalidades e pelo estímulo ao regresso dos jovens portugueses que se encontram a estudar além fronteiras. Queremos, a esse respeito, transmitir uma mensagem de tranquilidade. Os problemas existem mas são superáveis e os arranjos organizativos podem permitir minimizar muito as carências, como é já visível com as USF.
Aproveito esta audição para afirmar o empenho do Governo no reforço das carreiras técnicas dos profissionais da saúde, sejam médicos, enfermeiros ou outros. Ao longo deste ano, serão desenvolvidos os processos negociais com os respectivos parceiros, reafirmando-se o princípio do primado da hierarquia técnica, garante das boas práticas e da formação das futuras gerações.
Outro assunto é o que diz respeito às salas de parto não públicas. Recebi, há poucos dias, o relatório da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde sobre o funcionamento de 25 unidades de saúde. A situação é muito heterogénea, sendo claro que há casos em que as normas consensualmente aceites como adequadas não são respeitadas. Há maternidades com grande volume de partos e outras com um número diminuto. Por outro lado, umas têm urgência aberta e noutras a parturiente é encaminhada por médico que a assiste.
Nesta matéria anuncio uma intenção clara: pôr à frente de tudo a segurança das mães e dos recém-nascidos. Solicitei a reputados técnicos nesta área que analisassem o documento e propusessem as medidas a tomar.
Nas próximas semanas as entidades em causa serão notificadas para a necessidade de cumprir essas normas e terão um prazo para se adaptarem. Até ao final do ano, a Inspecção-Geral avaliará o cumprimento das indicações e serão tomadas as medidas correspondentes.
Destaco que, como aconteceu nas salas de parto públicas, o número de partos não será critério único. Ele será ponderado em conjunto com os outros elementos de ordem técnica – recursos humanos e materiais – julgados pertinentes.
Por último, uma nota de satisfação com os recentes resultados dos estudos sobre o fenómeno da droga e da toxicodependência. A diminuição do consumo de drogas entre os estudantes do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário é um resultado muito positivo, que nos estimula a intensificar a nossa política baseada nos princípios do humanismo e do pragmatismo. Ainda no domínio das dependências, evidenciamos de grande importância a elaboração do Plano de Minimização dos Efeitos Nocivos do Álcool, que deverá estar concluído até ao final do ano.
Senhoras e senhores deputados,
O Ministério da Saúde desenvolve a sua acção com convicção, confiança e humildade.
Estamos convictos da necessidade de aprofundar o SNS, instrumento fundamental para assegurar a todos os portugueses, independentemente da sua condição económica e social, cuidados de saúde humanizados e tecnicamente adequados.
Estamos confiantes na capacidade dos profissionais do SNS de liderarem esse processo de reforma, encarando com brio a responsabilidade de desenvolver este serviço em condições difíceis, de escrutínio mediático muitas vezes injusto. O SNS será aquilo que os seus profissionais forem e sabemos que o país está recheado de excelentes médicos, enfermeiros, técnicos e outros profissionais, que contribuem activamente para que tenhamos um serviço de saúde de referência.
Manteremos a humildade de quem está consciente do muito que falta fazer.
Manteremos uma linha de rigor técnico e orçamental.
Manteremos total abertura ao diálogo e empenho no envolvimento de todos numa missão: melhorar o SNS, requalificando-o e actualizando-o ao serviço das necessidades dos cidadãos |
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Suicídio: Factores socio-económicos não são causa directa, mas podem precipitá-lo em pessoas fragilizadas |
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Lusa 2.7.08
Os especialistas consideram que factores socio-económicos como o desemprego ou a diminuição do poder de compra podem levar ao suicídio pessoas já fragilizadas, apesar de recusarem uma relação directa entre as crises económicas e o aumento do fenómeno.
Em declarações à Lusa, a médica Maria Manuela Correia, do Núcleo de Estudos do Suicídio do Hospital de Santa Maria (Lisboa), sublinhou que o suicídio é um fenómeno causado por múltiplos factores, sendo um dos principais as doenças psiquiátricas, mas que "não há uma tradução directa entre factores socio-económicos e o aumento do número de suicídios".
"Pensa-se que esses factores socio-económicos - como o desemprego, a diminuição do poder de compra, a carência de alimentos - poderão ter precipitado o suicídio, mas sempre em pessoas com outros factores de risco, nomeadamente as doenças psiquiátricas", afirmou.
A estatística em Portugal mostra dois picos de suicídio no século XX que correspondem a alturas socio-económicas "difíceis": os anos 30 (após o `crash da Bolsa de Nova Iorque) e no período pós II Guerra Mundial, quando houve grande emigração portuguesa nomeadamente para o Brasil, nos anos 50.
"Já houve grandes crises económicas não só a nível mundial, como a nível nacional. Infelizmente são crises cíclicas que afectam o mundo em geral, já que estamos mais interligados desse ponto de vista", notou.
Em Portugal há regiões que tradicionalmente têm sempre taxas de suicídio mais elevadas devido a uma "multiplicidade de factores socio-económicos que agravam sempre uma eventual crise suicidária tendo em conta sempre factores próprios do individuo, como doenças psiquiátricas".
Entre as regiões com taxas mais elevadas está o Interior, sobretudo o Alentejo, "onde há uma preponderância muito grande de depressão associada também ao alcoolismo".
As autópsias psicológicas, procedimento que avalia a vivência da pessoa nos últimos dias ou semanas antes do suicídio, registam 90 por cento de casos de doenças psiquiátricas entre as pessoas que se suicidam.
Nestas doenças pesam principalmente os casos de depressão, que estão a "aumentar na população mundial", mas também patologias da personalidade.
As últimas taxas de suicídio em Portugal são de 2006 e nota-se uma estabilização de dados, com uma tendência ligeira para decrescer, e comparativamente com outros países da Europa é um valor médio/baixo.
Os dados de 2008 estarão disponíveis dentro de dois anos, depois do trabalho do Instituto Nacional de Estatística (INE) em colaboração com o Instituto de Medicina Legal e com a recolha de dados em várias instituições de saúde.
Segundo Maria Manuela Correia, os países do mediterrâneo (Portugal, Espanha, Itália e Grécia) têm tido até agora valores mais baixos de suicídio devido também a "factores protectores", nomeadamente a relação com a religião.
"Para avaliar uma situação não há só os factores de risco, mas também protectores. A nossa sociedade está em mudança, o divórcio está a aumentar, a religiosidade, em termos da sua prática, é menor. A influência dos factores tradicionalmente protectores está a ser menor", indicou. |
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Sócrates quer listas de espera em oftalmologia ao nível das boas práticas internacionais |
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Diário do Alentejo 04.7.2008
Primeiro-ministro lançou programa de intervenção no Centro Hospitalar do Baixo Alentejo
O primeiro-ministro disse no último sábado, em Beja, que o programa do Governo para combater as listas de espera em oftalmologia visa colocar Portugal ao nível das boas práticas internacionais, reduzindo para quase quatro meses a espera por uma operação às cataratas.
"Esperamos que esta nova resposta coloque o Serviço Nacional de Saúde, na área da oftalmologia e em particular às operações às cataratas, com os melhores indicadores ao nível das boas práticas internacionais", disse José Sócrates. "Isto é, que os cidadãos portugueses que têm necessidade de fazer uma operação às cataratas em Portugal possam esperar, em mediana de tempo, cerca de quatro meses, porque este é o tempo de espera recomendado internacionalmente", explicou.
José Sócrates falava no final de uma visita ao Centro Hospitalar do Baixo Alentejo (CHBA) e onde lançou o Programa de Intervenção em Oftalmologia (PIO), que arrancou oficialmente na terça-feira, para resolver as listas de espera em oftalmologia.
Através do PIO, o Ministério da Saúde vai gastar 28 milhões de euros para contratualizar com hospitais públicos 75 mil primeiras consultas e 30 mil cirurgias em produção adicional, que serão realizadas até 30 de Junho de 2009.
Para atingir este objectivo, recordou o primeiro-ministro, a tutela vai criar uma rede de Centros de Elevado Desempenho (CED) nos hospitais do SNS onde já se faziam operações às cataratas "em número significativo" e contratualizar "a possibilidade de aumentar ainda mais o ritmo de produção de operações às cataratas".
Ao CED do CHBA juntam-se outros quatro já criados no Hospital de Santa Maria (Lisboa), no Centro Hospitalar de Lisboa Central, nos Hospitais da Universidade de Coimbra e no Hospital de São João (Porto), para ajudar os hospitais com escassez de recursos a responder à procura de consultas e de cirurgias oftalmológicas.
Governo quer que SNS"dê melhores respostas"
Segundo José Sócrates, o PIO reflecte a "aposta" e a "confiança" do Governo no SNS, que "tem meios e profissionais para responder ao problema" das listas de espera em oftalmologia e que "não é preciso ir fora".
"Porventura seria mais fácil dizer ao Estado: gaste mais dinheiro e vá contratar e pague lá fora as operações, mas isso não serviria de forma sustentável o futuro nem serviria o SNS", afirmou José Sócrates, referindo que o Governo quer que o SNS "produza mais e dê melhores respostas".
"O que nós queremos é que ninguém passe mais de quatro meses à espera de uma operação às cataratas. E isto só se consegue com o SNS. Não se consegue com um programa que desista do SNS e passe a contratar fora as operações", defendeu.
De acordo com o primeiro-ministro, na área da oftalmologia, o SNS tem "melhorado e evoluído" nos últimos anos, tendo realizado 45 mil operações em 2006 e 60 mil em 2007. "Simplesmente esta melhoria não era suficiente e, por isso, desenvolvemos o PIO", que "aposta" nos profissionais e nos meios do SNS, "desafiando-os a produzir mais, para responder às necessidades do País", explicou o chefe de Governo.
"A resposta tem sido muito positiva", realçou José Sócrates, frisando que o programa, que foi apresentado em Maio e só deveria arrancar na passada terça-feira, "já começou na maior parte dos CED", que já realizaram "330 operações às cataratas".
Em Portugal, cerca de 110 mil pessoas aguardam por uma primeira consulta de oftalmologia, quase um terço das quais o Ministério da Saúde estima que venha a necessitar de uma cirurgia. O ministério estima ainda que sejam muitos os doentes em espera há mais de um ano por uma primeira consulta de oftalmologia.
No final de 2007, segundo o ministério, havia 30 mil utentes inscritos para cirurgia com uma mediana de tempo de espera de 3,8 meses, quando em 2006 se esperava 5,4 meses. Dos utentes inscritos, 80 por cento aguardavam por uma cirurgia às cataratas.
Até Dezembro deste ano, o tempo máximo de espera para uma consulta de oftalmologia será de nove meses e o tempo mediano de seis meses. Para cirurgia, o utente deverá esperar quatro meses em média e seis meses no máximo. O PIO deverá abranger 80 por cento dos utentes e aumentar em 10 por cento da produção base.
Em 2009, o Governo quer concluir o "programa de choque" e garantir que os utentes esperem quatro meses em média e seis meses no máximo por uma consulta e três meses em média e cinco meses no máximo por uma cirurgia. |
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Acompanhantes de doentes vão entrar nas urgências |
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Diário de Notícias 03.7.2008
Projecto. Os serviços de urgência do Serviço Nacional da Saúde vão permitir que os doentes se façam acompanhar de familiares ou amigos. Alguns hospitais já adoptaram esta prática. Uma proposta do Bloco de Esquerda pretende agora torná-la obrigatória. A maioria parlamentar socialista vai aprovar
Acompanhantes de doentes vão entrar nas urgências
Em 2006, passaram pelas urgências 6,5 milhões de pessoas
Os doentes que se dirijam às urgências do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão poder ser acompanhados por um familiar ou amigo. Uma medida que já é praticada em alguns hospitais - como o de Santa Maria, em Lisboa, ou o de Braga - mas que passará agora a ter carácter obrigatório para todos. Isso mesmo estabelece um projecto de lei do Bloco de Esquerda ontem debatido na Assembleia da República, e que contará com o voto favorável da maioria socialista.
O texto que será aprovado no Parlamento estabelece que qualquer cidadão admitido numa urgência do SNS terá o "direito de acompanhamento por familiar ou amigo". O utente terá que autorizar - caso a situação clínica do doente não o permita, os serviços de saúde devem exigir certificação de parentesco ou da relação, "mas não podem impedir o acompanhamento".
Ao DN, o deputado bloquista João Semedo especificou que esta medida não se aplica a situações de emergência médica. Ou seja, não dá ao acompanhante o direito de acompanhar, por exemplo, uma intervenção cirúrgica. O projecto dirige-se aos casos em que o doente permanece nas urgências para observação ou é encaminhado para internamento. João Semedo, médico de profissão, diz que esta "não é uma medida revolucionária", mas pode fazer a diferença na passagem dos doentes pelos serviços de urgências, tornando "menos sofrida a vida" dos utentes. "Muitas vezes um doente está tão fragilizado quando entra numa urgência que nem percebe o que o médico lhe está a dizer", argumenta o deputado.
Se no caso das crianças e adolescentes a legislação actual já permite o direito de acompanhamento nas enfermarias dos hospitais, o mesmo sucedendo com doentes portadores de deficiências, no caso do acesso às urgências não há qualquer lei específica. A decisão tem ficado, por isso, ao critério dos hospitais - variando entre os que "impedem liminarmente o acompanhamento e outros, em que é autorizado, mas variando as condições em que tal é permitido."
PS aprova, com alterações
Pelo PS, Vasco Franco adiantou ontem, durante o debate parlamentar do projecto, que a maioria socialista dará voto favorável a esta medida - que considerou como um passo para uma maior "humanização" na prestação de cuidados médicos. Vasco Franco deixou, no entanto, uma ressalva - não mudando o princípio, o projecto terá de sofrer algumas alterações no debate em especialidade. O parlamentar do PS deu um exemplo. No caso em que um doente não possa, pela sua situação clínica, autorizar o acompanhamento, a prova de parentesco não pode ser o bastante para obrigar os serviços de saúde a aceitá-lo de forma automática. Vasco Franco evocou os casos de violência domés- tica para sustentar que este acompanhamento não autorizado pelo doente deve merecer maiores cuidados.
O projecto de lei impõe um período de 180 dias, após a data de publicação da lei em Diário da República, para que os serviços de urgência dos hospitais procedam às "alterações necessárias nas instalações, organização e funcionamento" de forma a permitir o direito de acompanhamento aos doentes.
Em 2006 foram admitidos nas urgências dos hospitais portugueses cerca de 6,5 milhões de pessoas. |
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O Bloco de Esquerda quer que familiares acompanhem doentes nas urgências |
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TSF 27.6.2008
O Bloco de Esquerda considera absolutamente necessária a presença de familiares junto dos pacientes que se dirigem às urgências. Esta tarde Francisco Louçã visitou o Hospital de Santa Maria onde este sistema já está implementado com sucesso.
Na próxima semana será votado no Parlamento um projecto de lei apresentado pelo Bloco que prevê um atendimento mais humano no serviço nacional de saúde. Para Francisco Louçã a presença de familiares nas urgências é importante para todos os doentes.
«Haver um apoio de familiares para uma criança ou para um idoso, ou para uma pessoa que se encontra numa situação de desespero, melhora muito a qualidade do serviço e é absolutamente necessário, excepto em casos em que isso é clinicamente desaconselhável», salienta o deputado.
Adalberto Campos Fernandes, presidente do conselho de administração do Hospital Santa Maria onde já funciona o regime de acompanhamento dos pacientes, confirma que esta medida ajuda os doentes.
Na próxima semana o Parlamento vai discutir um projecto de lei apresentado pelo Bloco de Esquerda para garantir um atendimento mais próximo no Serviço Nacional de Saúde. |
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Aborto: Ministra diz que SNS tem capacidade de resposta e admite necessidade de apostar mais no planeamento familiar |
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Lusa 20.6.2008
A Ministra da Saúde afirmou hoje que o Serviço Nacional de Saúde tem capacidade para responder "em tempo útil" às mulheres que recorrem ao sistema público para proceder à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), mas admitiu ser preciso apostar mais no planeamento familiar.
Estas declarações surgem no seguimento da publicação hoje de uma avaliação feita pela Direcção Geral de Saúde (DGS) sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez (IGV), que revela que as mulheres preferem recorrer ao sector público, em detrimento do privado, considerando que obtêm uma resposta em tempo útil.
Esta avaliação alerta ainda para o facto de 70 por cento das mulheres que procederam à interrupção da gravidez em Portugal nos primeiros seis meses após a entrada em vigor da nova lei (Julho a Dezembro de 2007) não terem ouvido falar de planeamento familiar nem de métodos contraceptivos.
A responsabilidade da divulgação de informação respeitante a esta matéria é, de acordo com a Ministra, "não só do Ministério da Saúde, como também das famílias e das escolas".
"Temos de investir mais na área do planeamento familiar", afirmou Ana Jorge, considerando que para isto "é necessário não só o fornecimento de meios contraceptivos", mas também "aumentar" a informação disponível sobre esta temática.
Durante uma visita às novas instalações da Unidade de Diálise do Serviço de Nefrologia do Hospital de Santa Maria, a ministra da Saúde lembrou ainda o protocolo assinado entre este hospital e o Governo de Cabo Verde, que visa instalar um serviço de hemodiálise naquele país.
Segundo a Ministra da Saúde, "este serviço está a ser desenvolvido já nas entidades competentes, quer pela Direcção Geral de Saúde (DGS), quer na Administração Central dos Serviços Públicos e possibilitará o tratamento e apoio dos insuficientes renais em Cabo Verde, sem estes terem necessidade de se deslocar a Portugal".
Ao longo das mais de três dezenas de anos de actividade nefrológica no Hospital de Santa Maria, as instalações para a realização das técnicas de diálise têm sido "precárias e insuficientes". O aumento do número de doentes tratados cresceu "de tal modo" que se tornou "imperioso" o recurso a horários acrescidos, com período nocturno, segundo uma nota do Hospital.
A entrada em funcionamento da nova Unidade de Diálise integra-se no processo de requalificação hospitalar em curso e virá a reflectir-se particularmente no aumento muito significativo da capacidade de tratamento em hemodiálise, na racionalização dos horários das sessões, na possibilidade de cumprimento integral das normas de tratamento de doentes portadores de VIH e VHB (Hepatite B) e na melhoria das condições gerais de prestação de cuidados.
"Do ponto de vista das instalações tem todas as condições de segurança, com tudo aquilo que a nova tecnologia exige", salientou Ana Jorge.
A data de abertura da nova Unidade de Diálise aos doentes efectuar-se-á dentro de "três semanas", sublinhou o Conselho de Administração do Centro Hospitalar. |
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Cirrose matou 27 mil portugueses em dez anos |
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Jornal de Notícias 26.6.2008
Portugal registou, entre 1991 e 2001, mais de 27 mil mortes causadas por cirroses hepáticas, dois terços das quais associadas ao consumo de álcool. Na Suécia, cuja população é equivalente à portuguesa, a mesma patologia causou só 2717 óbitos.
A comparação foi feita pelo médico Tato Marinho, no Fórum Nacional sobre o Álcool, realizado ontem em Coimbra. O patologista, que dissertava sobre os "Efeitos nocivos do álcool na população", alertava para o facto de Portugal ter uma das maiores prevalências de cirrose do mundo.
Esta doença do fígado, segundo Tato Marinho, é mesmo "uma das dez principais causas de morte em Portugal". E dizer que dois terços das cirroses resultam do consumo de bebidas alcoólicas é pecar por defeito, porque há alcoólicos com cirrose cuja morte acaba por ser atribuída a cancro do fígado ou à sida, acrescentou.
O fórum promovido pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto da Droga, que passou a integrar competências dos extintos centros de alcoologia, foi a primeira reunião dos parceiros nacionais chamados a colaborar na realização do plano de luta contra o alcoolismo que há-de vigorar no quadriénio 2009-2012.
Mas o plano também deverá beber das orientações do Fórum Europeu Álcool e Saúde - onde já está representada a indústria das bebidas -, até pelo facto de as tendências dos países europeus não serem muito díspares. Com base num estudo de 2006, realizado pelo "Global Burden of Disease Project", a médica Cristina Ribeiro notou, de resto, que a União Europeia, quando tinha 15 estados- membros, era a região do mundo onde se consumia mais álcool - 11 litros por adulto, a cada ano.
O quadro incluiu também prejuízos de 135 mil milhões de euros (despesas de saúde, sinistralidade rodoviária, absentismo no trabalho, etc.) e 23 milhões de europeus dependentes do álcool, referiu Cristina Ribeiro, alertando ainda para o aumento do consumo entre jovens do sexo feminino.
O Plano Nacional para a Minimização dos Efeitos Nocivos do Álcool deverá estar concluído no final do ano, disse o presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), João Goulão.
"Queremos concluir até final do ano o plano para vigorar entre 2009-2012 mas espero, em Outubro, ter a versão final quase acabada", adiantou o responsável, que participou hoje no Fórum Nacional sobre o Álcool que decorreu em Coimbra, na Fundação Bissaya Barreto.
Na sessão de abertura do fórum, a ministra da Saúde, Ana Jorge, aludiu ao despacho conjunto do seu ministério e das Finanças que vem alargar o regime de convenções, para o tratamento do alcoolismo, às unidades terapêuticas do sector social e privado.
No decorrer do evento, foram constituídos sete grupos de trabalho que abrangem as áreas dos Jovens, Crianças e Grávidas, Sinistralidade Rodoviária, Adultos e Meio Laboral, Prevenção, Formação, Comunicação e Educação, Sistema de Informação e Recolha de Dados, Tratamento e Reinserção. |
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Álcool. Alerta foi lançado ontem pela própria ministra da Saúde |
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"Há crianças de 7 anos em coma alcoólico"
"Primeiro contacto com o álcool é cada vez mais cedo", admite pediatra
"Não é raro" chegarem aos hospitais, nesta altura do ano, crianças com sete, oito ou nove anos em coma alcoólico, devido aos festejos de final do ano escolar. A afirmação é da ministra da Saúde, Ana Jorge, que falava, ontem, à margem do Fórum Nacional sobre o Álcool, que decorreu em Coimbra. O comentário da ministra tem por base "a sua experiência de 30 anos de pediatra hospitalar", revela ao DN fonte do Ministério. A responsável pela pasta da Saúde fez também questão de recordar que o álcool causa "lesões cerebrais gravíssimas e irreversíveis" e pode estar na origem "do insucesso escolar e de perturbações do desenvolvimento da criança", bem como no feto, nos casos de consumo pelas mulheres grávidas.
Ana Jorge foi chefe do serviço de Pediatria do Hospital Garcia de Orta, em Almada. Contactado pelo DN, o presidente do conselho de administração deste hospital, Álvaro Carvalho, confessa: "tenho algumas dúvidas que sejam assim tantos casos". "Em rigor não tenho nenhuma informação concreta deste tipo de casos", acrescenta o responsável.
Já o pediatra e director da unidade de Pediatria do Hospital Santa Maria, em Lisboa, Gomes Pedro, adianta ao DN que não tem conhecimento de crianças tão novas em coma alcoólico, atendidas no seu serviço. "O que há são miúdos mais velhos de 12,13 ou 14 anos que agora nas férias de Verão ficam até mais tarde com os amigos na praia e acabam por ficar alcoolizados", explica. Acrescenta que "por vezes até têm que ficar dois dias internados, em observação". As crianças acabam por recorrer ao álcool porque este "é um desinibidor", justifica Gomes Pedro. Por isso, "quando, muitos deles, saem à noite, tentam antes alguma desinibição, que encontram nas bebidas alcoólicas", esclarece.
Embora não tenha memória de crianças em coma alcoólico aos sete anos, Gomes Pedro alerta para a "antecipação progressiva do primeiro contacto com o álcool". Algo que se tem vindo a registar em Portugal, por volta dos 12, 13, refere o pediatra.
Beber é ser português
Para a ministra da Saúde, citada pela Lusa, o consumo frequente e excessivo de bebidas alcoólicas traduz "uma realidade que está ligada ao ser português". Um problema que não atinge só homens adultos, mas também mulheres e crianças, alertou Ana Jorge, durante o Fórum Nacional sobre o Álcool.
Na sua opinião, "o consumo de álcool é também extensivo às mulheres, mas de uma forma mais surda". No tratamento dos doentes alcoólicos, o médico de família é fundamental na primeira abordagem, considerou a ministra. A ministra recordou também que o consumo excessivo de álcool "está na origem de muitos acidentes rodoviários e casos de violência interpessoal, como a violência doméstica". |
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Saúde: Emagreça 3 quilos por mês. Perca peso a comer |
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Correio da Manhã 28.6.2008
Aconselha-se refeições ligeiras
Perder peso sem passar fome é possível. Basta seguir algumas regras muito fáceis. O resultado é visível no final do primeiro mês, com o ponteiro da balança a recuar, pelo menos, três quilos.
A endocrinologista Isabel do Carmo, do Hospital Santa Maria, dá a receita de como emagrecer e atenuar a sensação de fome. "A quantidade de calorias ingerida deve ser menor do que a quantidade de calorias despendidas."
Reduzir a quantidade de calorias não implica deixar de comer e ajuda a diminuir a sensação de fome. Isabel do Carmo aconselha refeições ligeiras: pequeno-almoço, almoço e jantar. Metade do prato deve ter vegetais. Deve ainda comer-se a meio da manhã, duas vezes a meio da tarde e ao deitar.
Segundo a especialista, uma mulher que gaste 2200 calorias diárias deve ingerir 1200 a 1500 calorias por dia, porque é nessa diferença que perde massa gorda. |
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Hospital de Faro vai fazer mais 450 cirurgias oftalmológicas até fins de Agosto |
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barlavento online 30.06.2008
O Hospital Central de Faro vai fazer, até final do mês de Agosto, um total de 450 intervenções cirúrgicas e 1315 primeiras consultas nesta especialidade, anunciou a Administração Regional de Saúde do Algarve (ARS).
O Hospital Central de Faro vai fazer, até final do mês de Agosto, um total de 450 intervenções cirúrgicas e 1315 primeiras consultas nesta especialidade, anunciou a Administração Regional de Saúde do Algarve (ARS).
As cirurgias e consultas resultam da aplicação do Plano Especial para Acesso a Cirurgia Oftalmológica, que, apesar de só ter início formal no Algarve a partir de amanhã, dia 1 de Julho, já começou este mês de Junho no Hospital de Faro.
O Plano, anunciado pela ministra da Saúde em Maio passado, decorre formalmente de 1 de Julho a 30 de Junho do próximo ano, tendo como objectivo efectuar no Algarve 4000 cirurgias de cataratas e 10 mil novas consultas de oftalmologia.
No entanto, o plano foi antecipado pelo Hospital Central de Faro, iniciando-se no mês de Junho, com a entrada em funcionamento de mais duas equipas de oftalmologistas, que vieram colaborar na recuperação das listas de espera.
Segundo a ARS, foi ainda feito o reforço de mais um elemento contratado para o serviço de oftalmologia de Faro, que passa assim a contar com três oftalmologistas.
O esforço conjunto realizado pelos dois Hospitais do Algarve permitiu, segundo a ARS, «reduzir a lista de espera para cirurgia de oftalmologia de Dezembro de 2007 a Maio de 2007 em 13%, passando de 1.086 casos para 944 casos, com uma espera média de apenas dois meses».
Assim, e desde o início do mês de Junho, no caso do Hospital de Faro, já foram efectuadas 132 cirurgias e 1173 consultas, 535 das quais foram primeiras consultas.
Está ainda prevista até final do mês de Agosto a realização de um total de 450 intervenções cirúrgicas e 1315 primeiras consultas.
A ARS salienta ainda que o Plano Especial para Acesso a Cirurgia Oftalmológica no Algarve «permitirá contratualizar, num período de 12 meses, 4000 cirurgias de cataratas, 10 mil primeiras consultas, que serão realizadas pelos Hospitais da região e pelo Centro de Elevado Desempenho do Hospital de Santa Maria, integrado no Centro Hospitalar Lisboa Norte, que fará deslocar a partir do mês de Setembro, periodicamente, à região uma equipa de Oftalmologistas para realizar cerca de 1000 cirurgias».
Este Plano foi apresentado pela ministra da Saúde Ana Jorge, depois de diversas autarquias do Algarve - com a de Vila Real de Santo António como pioneira - e do país terem começado a enviar para Cuba doentes para operações oftalmológicas. |
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Plano para as Doenças Oncológicas 2007/2010 |
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Portal da Saúde
18.6.08
Ministra da Saúde apresenta Plano Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas 2007/2010.
Aproveitando a reunião plenária da Assembleia da República sobre Saúde, agendada para hoje, 18 de Junho, a Ministra da Saúde, Ana Jorge, apresenta o Plano Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas (PNPCDO) 2007/2010.
As doenças oncológicas constituem a segunda principal causa de morte em Portugal e têm um profundo impacto nos doentes, nos familiares e na sociedade em geral, sendo provavelmente as doenças mais temidas pela população em geral. O reconhecimento destes factos levou a estabelecer o combate contra o cancro como uma das prioridades do Plano Nacional de Saúde.
A elaboração de um "Plano Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas” corresponde à necessidade de estabelecer uma estratégia global de acção nas diferentes áreas relacionadas com a prevenção e tratamento do cancro, de forma a obter maior qualidade e equidade de cuidados.
Os objectivos gerais do PNPCDO 2007-2010 são reduzir a morbilidade e a mortalidade por cancro, melhorar a qualidade de vida e a satisfação dos doentes com os cuidados de saúde prestados. Nesse sentido, importa:
Promover estilos de vida saudável especialmente através do combate ao tabagismo e da prevenção da obesidade;
Promover o diagnóstico precoce;
Promover o acesso em tempo útil ao diagnóstico e à terapêutica;
Definir boas práticas diagnósticas e terapêuticas;
Melhorar a acessibilidade e a equidade na prestação de cuidados;
Implementar o acesso a cuidados paliativos e o suporte psicossocial aos doentes e aos seus familiares;
Incentivar a investigação científica na perspectiva do seu contributo para a melhoria da qualidade assistencial;
Apoiar a formação profissional de forma a garantir a existência dos recursos humanos necessários à execução do plano;
Promover uma organização institucional que assegure o cumprimento dos objectivos acabados de enunciar;
Monitorizar e avaliar as medidas implementadas e os resultados.
Neste contexto, tendo em conta os objectivos definidos e os recursos disponíveis, considera-se prioritário:
Melhorar a vigilância epidemiológica do cancro e dotar as estruturas de sistemas de informação que permitam planear estratégias e monitorizar e avaliar as medidas tomadas;
Efectivar a prevenção primária através da promoção de estilos de vida saudáveis, designadamente pelo combate ao tabagismo e sedentarismo, e prevenção da obesidade;
Programar e implementar em todo o país programas de rastreio organizados de elevada qualidade, tendo em conta os princípios gerais que respeitam as actividades de rastreio oncológico, para os cancros do colo do útero, da mama e do cólon e recto;
Implementar a Rede Referenciação Integrada em Oncologia e organizar a Gestão da Espera.
Quanto ao rastreio, mantêm-se as recomendações do anterior plano oncológico nacional:
Rastreio do cancro do colo do útero - citologia cervico-vaginal nas mulheres com idade entre os 25 e os 60 anos;
Rastreio do cancro da mama - mamografia cada 2 anos nas mulheres dos 50 aos 69 anos;
Rastreio do cancro colo-rectal - pesquisa de sangue oculto nas fezes em homens e mulheres dos 50 aos 74 anos.
O plano foi apresentado e submetido para apreciação, em Outubro de 2007, ao Conselho Nacional para a Oncologia. |
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Como se envelhece em Portugal |
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Portal Saúde
18.6.08
Alta-Comissária da Saúde apresentou Políticas de Saúde para os Idosos no Fórum Gulbenkian de Saúde 08/09.
Como se envelhece em Portugal foi o tema da conferência que decorreu, no dia 16 de Junho, no âmbito do Fórum Gulbenkian de Saúde 08/09: O Tempo da Vida. Um evento que contou com a presença da Alta-Comissária da Saúde, Maria do Céu Machado, que falou sobre as políticas de saúde na velhice.
Durante o biénio 2008/09, o Fórum Gulbenkian de Saúde é dedicado ao tema do envelhecimento, numa perspectiva nacional e internacional. O Tempo da Vida terá conferências, workshops, apresentação de estudos e recomendações.
O Fórum começou no dia 8 de Abril, com o tema da demografia: Quantos somos, como seremos. Até ao final do ano, serão abordadas, entre outras questões, a dignidade na quarta idade, o mercado de trabalho, a educação, a relação com a cidade e modelos de investimento.
Em 2009, o Tempo da Vida focará os aspectos mais ligados à saúde, à investigação científica e à medicina. |
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DGS emite Programa Nacional de Controlo da Dor |
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Portal da Saúde
18.6.08
Através da Circular Normativa n.º 11/DSCS/DPCD/2008, de 18 de Junho, DGS divulga Programa Nacional de Controlo da Dor.
O Programa Nacional de Controlo da Dor (PNCDOR), que foi aprovado por Despacho de Ministra da Saúde, Ana Jorge, de 8 de Maio de 2008 irá dar continuidade, numa versão actualizada, ao anterior Plano Nacional de Luta Contra a Dor.
Constituindo a dor o principal motivo para a procura de cuidados de saúde por parte dos cidadãos em geral, procura-se com este PNCDOR abranger todos os serviços prestadores de cuidados de saúde junto da população que sofre de dor aguda ou de dor crónica, promovendo o seu adequado diagnóstico e tratamento.
Com o investimento a fazer no âmbito do referido Programa apela-se à congregação de esforços interdisciplinares, principalmente dos hospitais, com a finalidade de se obterem, da forma mais rápida possível, evidentes ganhos em qualidade de vida junto da população que sofre com dor.
O presente Programa Nacional de Controlo da Dor, que se insere no âmbito do Plano Nacional de Saúde 2004-2010 conta com o aval científico da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor. |
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Rastreios no Hospital de Santa Maria |
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Revista Sábado
29.05.2008
Mais de 20%das pessoas que nos dias 19,20 e 21 de Maio avaliaram o seu risco cardiovascular no Santa Maria disseram ter-se dirigido ao hospital depois de terem lido um artigo da SÁBADO sobre o exame.
Vinte jornalistas da revista foram os primeiros a submeter-se ao rastreio – que media índice de massa corporal, colesterol, glicemia, tensão arterial e perímetro da cintura.
Das 410 pessoas que fizeram a avaliação gratuita na semana passada, quase um terço era obesa; 64% das mulheres e 40 % dos homens tinham risco acrescido. As doenças cardiovasculares são as que mais matam em Portugal. |
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Telemóvel antes dos 12 anos é um perigo |
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IOL
16.6.08
E pode tornar-se uma dependência grave. Em Espanha há 20 jovens em tratamento
Os pais portugueses ainda estão «pouco atentos» aos malefícios do telemóvel, que está a causar situações de «profunda dependência» entre os jovens, mas estão extremamente preocupados com vício da Internet fazendo aumentar o número de consultas hospitalares, segundo uma especialista.
20 cientistas de vários países alertaram no domingo contra os perigos do uso de telemóveis, particularmente por crianças com menos de 12 anos. Dois dias antes, o jornal «El Mundo» noticiava que 20 jovens estão a receber tratamento num centro de saúde mental em Espanha devido à dependência do uso do telemóvel e das mensagens imediatas através da Internet (como é o caso do messenger).
Crianças «viciadas» em telemóvel e Internet recebem tratamento
Contactada esta segunda-feira pela agência Lusa, a coordenadora da consulta de adolescentes do serviço de Pediatria do Hospital Santa Maria, Helena Fonseca, afirmou que «há situações profundas de dependência» entre os adolescentes e alertou para os eventuais malefícios do telemóvel por crianças até aos 12 anos por «o cérebro ainda não estar totalmente desenvolvido».
«Tal como se pode falar da dependência de determinados fármacos, também podemos falar da dependência deste tipo de tecnologia», adiantou a pediatra.
Helena Fonseca identificou duas áreas de problemas: a dificuldade dos adolescentes em «desligar da dependência tão grande do telemóvel» e a sua interferência no sono. «Para todo o lado que vão levam o telemóvel. Põem-no no silêncio, enviam mensagens. Até nas consultas estão a fazer isso e tenho de pedir que o desliguem para darem um pouco de atenção», contou.
Por outro lado, o facto dos jovens não desligarem o telemóvel durante a noite também constitui uma «preocupação crescente» para a pediatra. «Miúdos que têm problemas de sono ficam muito mais desassossegados e isso tem consequências graves a nível do sono», sustentou, considerando que «os pais ainda estão pouco atentos e despertos para os malefícios que o telemóvel pode causar».
A internet também pode criar dependênci
Helena Fonseca alertou ainda para os riscos do uso excessivo da Internet e dos jogos interactivos, que, afirmou, «são extraordinariamente aditivos». «Miúdos que tenham alguma propensão para comportamentos aditivos esses comportamentos também se manifestam aqui», disse a pediatra à Lusa. Estas situações têm causado uma preocupação crescente nos pais que pedem ajuda aos médicos. |
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Figo visita Hospital de Santa Maria |
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Diário IOL
30.5.08
Figo está «feliz» com Mourinho no Inter e aponta à Champions
Médio «confirma» contratação do clube português
Luís Figo espera poder continuar de camisola do Inter ao peito, ao lado de José Mourinho. O médio português lembrou que ainda não tem o seu futuro no clube totalmente definido, mas falou com optimismo da iminente chegada do treinador português, que já dá como garantida: «É do conhecimento de toda a gente, já foi informado pelo Inter.»
Figo diz que ainda não falou com Mourinho, mas quando se pergunta como vê a chegada do técnico, é claro: «Vejo bem, feliz. Estava numa situação em que não era opção e quando há uma mudança de treinador as esperanças renascem para aqueles que não têm sido muito utilizados.»
«Ainda não sei se vou jogar, porque termino o contrato agora em Maio, mas espero que seja no Inter», disse Figo no final de uma visita ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde esteve a representar a sua fundação e assim, antever o dia Mundial da Criança, oferecendo presentes às crianças hospitalizadas.
O Inter foi campeão de Itália, mas foi eliminado nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Luís Figo espera que com a chegada do treinador português o objectivo da «Champions» seja finalmente concretizado: «Há um objectivo claro por parte da direcção e nos últimos anos temos falhado por algumas razões, mas espero que com a chegada de José Mourinho possamos atingir esse objectivo prioritário da parte da direcção.» |
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Casa dos Bits
15.06.2008
Os médicos de família ainda não fazem atendimento online, mas já é possível ir "tratando da saúde" através da Internet. Marcar uma consulta, pesquisar informação sobre medicamentos vários, originais ou genéricos ou encontrar a farmácia mais próxima são alguns exemplos de serviços públicos prestados via electrónica.
Os internautas que habitem na cidade de Lisboa e arredores podem marcar consultas para o Hospital de Santa Maria. Basta munir-se do número de utente do Serviço Nacional de Saúde, aceder ao site do hospital e preencher um formulário próprio. A marcação será posteriormente validada pelo hospital via SMS.
Cardiologia, cirurgia, dermatologia, estomatologia, obstetrícia, oftalmologia, pediatria e reumatologia são algumas das consultas disponíveis.
Se tem dúvidas quanto a um medicamento que lhe foi prescrito poderá consultar o Prontuário Terapêutico On-line. Actualizado pela Infarmed, este prontuário permite pesquisar informação sobre medicamentos sujeitos e não sujeitos a receita médica, apresentando uma descrição sucinta das indicações terapêuticas, reacções adversas, contra-indicações, precauções e posologia.
Os resultados de pesquisa mostram ainda os preços de venda ao público, taxa de comparticipação e preço de referência, se aplicável.
A par do prontuário terapêutico, a Infarmed disponibiliza igualmente uma base de dados sobre farmácias, com acesso a informação genérica sobre estes estabelecimentos em todo o território nacional. A pesquisa pode ser feita por nome, morada, localidade, freguesia, concelho ou distrito.
Na área da saúde, é também possível requerer por via electrónica o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD), um documento que assegura a assistência médica no estrangeiro, nomeadamente nos países do Espaço Económico Europeu (EEE) bem como na Islândia, no Liechtenstein, na Noruega e na Suíça. Neste caso, o pedido online só está disponível para os beneficiários da ADSE, fazendo-se através desses mesmos serviços. |
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Cada vez mais cidadãos sofrem de insónias |
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Diário dos Açores
16.06.2008
A insónia é a mais comum desordem do sono e caracteriza-se pela dificuldade em adormecer ou dificuldade em manter o sono resultando num pobre dia seguinte. Estima-se que 30 a 45% da população mundial sofra de insónia.
"A insónia caracteriza-se pela dificuldade em adormecer e em manter o sono, ou mesmo acordar cedo demais", explica Teresa Paiva, neurologista do Hospital de Santa Maria, sublinhando que são caracterizações genéricas de insónia sendo que estas dificuldades têm de ser persistentes. Ou seja, estas queixas têm que durar mais de 15 dias a um mês para se considerar que o indivíduo tem algum problema.
Teresa Paiva refere que a dificuldade não está em diagnosticar a insónia, mas sim em saber qual pode ser a origem, pois existem muitas causas possíveis. "Pode ser uma doença médica, uma doença psiquiátrica, neurológica, do sono, uma perturbação específica do sistema sono-vigília, ou podem mesmo ser maus hábitos".
Por isso não é possível dizer que a insónia é uma doença neurológica, mas sim que há alguns tipos que têm uma causa neurológica. Isto é, explica a especialista, "as que são provocadas por distúrbios do movimento, por exemplo, pela Síndrome das Pernas Inquietas, estas são claramente insónias com causa neurológica".
A Síndrome das Pernas Inquietas atinge cerca de 10% da população portuguesa, portanto, Teresa Paiva alerta para "as pessoas que lhes custa muito a adormecer, ou têm impressões esquisitas nas pernas, muitas vezes que nem sequer conseguem descrever, mas têm de as mexer (as pernas) para aliviar essas sensações, têm provavelmente a Síndrome das Pernas Inquietas".
No que concerne às consequências e forma como as insónias afectam a qualidade de vida das pessoas Teresa Paiva considera que há muitas, mas realça como principais a depressão, a dificuldade de concentração, desempenho nas tarefas quotidianas e pequenos lapsos de memória. Resumindo, a dificuldade de aguentar a pressão diária que se traduz numa baixa qualidade de vida".
"A insónia, classicamente, atinge mais o sexo feminino e os idosos, mas apesar de tudo, são cada vez menos as insónia a precisar de tratamento, embora haja variações regionais", explica a neurologista. |
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